Após retorno das aulas em quatro cursos, UFJF registra 147 suspeitas de Covid

Dados são do primeiro boletim da plataforma Busco Saúde, que monitora infecções pelo coronavírus no ambiente universitário

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) verificou a ocorrência de 15 casos confirmados e 147 de suspeitas de Covid-19 entre alunos e profissionais da universidade após a retomada das atividades presenciais em quatro cursos da área da Saúde. Os dados são do sistema Busco Saúde, criado com o objetivo de auxiliar no registro e monitoramento dos sintomas de Covid-19 entre a comunidade universitária. O primeiro boletim epidemiológico da plataforma, divulgado na última sexta-feira (27), contabilizou os casos verificados durante oito semanas, desde 1º de julho.

Conforme os dados, foram realizados 187 atendimentos, com o monitoramento de 166 usuários desde o início das atividades. No mesmo período, foram identificados 147 casos suspeitos e 15 confirmados de Covid-19. Além disso, o boletim indicou que, até o dia 24 de agosto, a maioria das notificações foi de discentes (63% do total), seguidos por docentes (10%), técnico-administrativos (3%) e terceirizados (1%).

Os dados apontam para estabilidade no número de monitoramento realizados na 32ª semana em relação à 33ª semana, com uma queda de 75% no registro de novos casos confirmados. Entre 10 e 24 de agosto, houve uma redução de 100% na média móvel de novos casos, e também diminuiu em 33,3% o número de usuários monitorados, conforme a UFJF.

O último monitoramento divulgado foi o do dia 25 de agosto, no qual 15 membros da comunidade universitária estavam sendo monitorados, e quatro deles foram considerados casos suspeitos. Atualmente, o Busco Saúde conta com 1.404 usuários cadastrados, sendo 1.195 estudantes de graduação, 58 técnico-administrativos em educação (TAEs), 133 docentes e 18 terceirizados.

‘Diminuição da probabilidade de espalhar a doença’

Além de possibilitar aos alunos e profissionais da universidade a realização do automonitoramento, a plataforma também oferece acesso a profissionais de saúde habilitados para o atendimento por meio de um canal de teleorientação. Se necessário, o sistema encaminha os pacientes para os locais de atendimento em Juiz de Fora, contribuindo para a redução de aglomerações e grandes filas de espera em unidades de saúde.

Os alunos, professores, técnicos administrativos e terceirizados devem se cadastrar na plataforma Busco Saúde e, ao apresentarem algum sintoma da Covid-19 ou contato com caso confirmado da doença, devem notificar no sistema. É indicado realizar o automonitoramento diariamente, para contribuir com uma maior segurança sanitária no campus.

Desta forma, segundo a pesquisadora e professora do Departamento de Ciência da Computação, Priscila Capriles, o Busco Saúde permite o acompanhamento em tempo real não só dos casos de Covid-19, mas também das pessoas que tiveram contato com esses casos. “Nós conseguimos saber com quem o caso suspeito teve contato, dessa forma, conversamos com essas pessoas para identificar se também estão contaminadas. Com isso, conseguimos manter a segurança dentro do campus com relação à diminuição da probabilidade de espalhar a doença”.

Nesse primeiro momento, a atuação do aplicativo foi bastante efetiva, conforme a avaliação dos pesquisadores responsáveis pela plataforma. Priscila comenta que o Busco Saúde proporcionou aos gestores uma tomada de decisão rápida. De acordo com a professora, houve uma grande adesão dos estudantes ao aplicativo, mas “ainda não atingiu os 100% de pessoas em atividade que estão se automonitorando”, pontuou.

Monitoramento na universidade

Com os debates acerca da retomada das atividades presenciais de outros cursos da UFJF, Priscila acredita que o sistema possa transmitir segurança para os alunos e docentes. A pesquisadora afirma que a plataforma está apta para receber novos usuários da UFJF. “O sistema está em constante aprimoramento. Os boletins vão nos auxiliar na divulgação de dados corretos e verídicos com relação ao sistema, para que a comunidade compreenda como está o cenário na universidade e o que tem sido feito para conter a contaminação”.

A estudante e coordenadora do Diretório Acadêmico da Faculdade de Medicina da UFJF, Ana Ísis Silva Mendonça, acredita que as estratégias de rastreamento e monitoramento da plataforma possam ajudar a controlar a transmissão da doença no campus, mas, para isso, “é necessário a participação e uma boa adesão da comunidade acadêmica”.

“Enquanto estudante, eu acredito que o aplicativo é uma ótima ferramenta para dar mais segurança sanitária no campus da universidade, principalmente, por termos a oportunidade de receber instruções a respeito de quais são as melhores condutas a depender da situação em que a gente se encontra. Por exemplo, se eu estiver com suspeita de Covid, terei acesso a um acompanhamento com profissionais que foram treinados para isso”, comenta a estudante.

Fonte: Tribuna de Minas

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