BC ajuda, e dólar volta a operar abaixo de R$ 5,50

Na quarta-feira, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,51%, a R$ 5,5081, após o BC injetar US$ 1 bilhão no mercado.

O dólar dá sequência ao movimento da véspera e opera em queda nesta quinta-feira (14), voltando a ficar abaixo dos R$ 5,50, com a ajuda do Banco Central no mercado de câmbio.

Às 9h49, a moeda norte-americana recuava 0,45%, cotada a R$ 5,4834. Veja mais cotações

Na quarta-feira, o dólar chegou a bater R$ 5,57 mas fechou em queda de 0,51%, a R$ 5,5081, após o Banco Central injetar US$ 1 bilhão no mercado de câmbio. Com o resultado, passou a acumular alta de 1,15% no mês e de 6,19% no ano.

O volume injetado pelo Banco Central na véspera foi o dobro do colocado na última vez que o BC recorreu a esse recurso de forma extraordinária, em 30 de setembro.

Nesta quinta-feira, o BC faz nova oferta de até US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial tradicional. Além disso, faz também leilão de swap cambial para rolagem de até 15 mil contratos com vencimento em 1° de junho e 1° de setembro de 2022.

Cenário

Na cena externa, as atenções estão voltadas para a divulgação de dados de preços ao produtor e pedidos de auxílio-desemprego nos EUA.

No China, o Índice de Preços ao Produtor (PPI), que mede o custo dos bens ao sair da fábrica, subiu 10,7% em ritmo anual em setembro, a maior alta em 25 anos, impactados pelo encarecimento da energia, de acordo com dados oficiais publicados nesta quinta-feira.

Na Alemanha, os institutos econômicos reduziram a estimativa de crescimento em 2021 para a maior economia da Europa de 3,7% a 2,4%, devido aos problemas registrados nas redes de abastecimento mundiais de matérias-primas e componentes industriais. Em 2020, o PIB alemão tombou 4,9%.

Na agenda doméstica, o IBGE divulgou mais cedo que o setor de serviços registrou alta de 0,5% em agosto, na quinta alta seguida. Apesar do crescimento, o setor ainda está 7,1% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, seguem em Washington, onde participam da reunião anual do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.

Na véspera, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que muda o cálculo da tributação a fim de se alcançar uma redução nos preços dos combustíveis. A proposta determina que o ICMS cobrado em cada estado será calculado com base no preço médio dos combustíveis nos dois anos anteriores.

Por G1

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