Castelo erguido por ex-deputado federal em MG vai a leilão com lance mínimo de R$ 30 milhões; veja imagens

Chamada de Monalisa, construção tem 37 suítes com closets, parque aquático, adega subterrânea, capela, lago e floresta de eucaliptos

RIO — O castelo erguido pelo ex-deputado federal Edmar Moreira no distrito de Carlos Alves, zona rural do município de São João Nepomuceno, na Zona da Mata Mineira, irá a leilão. O lance mínimo é de R$ 30 milhões, e os interessados têm 73 dias para dar seus lances pela propriedade.

De acordo com a descrição do lote, o local é um “complexo turístico com parque aquático e castelo”. O terreno, com lago, é do tamanho de 268 campos de futebol. O chamado Castelo Monalisa tem 12 torres, 37 suítes com closet, hall de circulação, três grandes salas, cozinha industrial, bar, salão com churrasqueira, vestiários para funcionários, ducha escocesa, adega subterrânea, casa de máquinas, garagem coberta, capela, chafarizes, ar-condicionado central e floresta composta por eucaliptos. Há dez anos, a construção havia sido colocada à venda por R$ 20 milhões.

Edmar Moreira foi deputado federal pelo DEM. Seu primeiro mandato foi em 1991, um ano após o término da construção do castelo. Em fevereiro de 2009, ele tomou posse como corregedor da Câmara dos Deputados e gerou controvérsia ao afirmar que parlamentares não podem investigar e punir seus colegas de Casa devido ao que ele classificou como “vício insanável da amizade”.

Dias depois, a informação sobre o castelo construído pela família do então parlamentar foi veiculada pela imprensa, incluindo o fato de que o lugar não constava da declaração de bens de Moreira. Na declaração de bens do filho dele, o ex-deputado estadual Leonardo Moreira, ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Minas, em 2006, constava a posse de um terreno na área rural de Carlos Alves no valor de R$ 3,1 milhões.

Na de Edmar Moreira, aparecia um imóvel no valor R$ 17,5 mil, no mesmo distrito, em uma praça a cerca de dois quilômetros do castelo. O ex-deputado federal havia declarado bens de aproximadamente R$ 9,5 milhões, incluindo ações, imóveis, veículos, aplicações financeiras e dinheiro em espécie.

Após o episódio, Moreira foi expulso do DEM e investigado por uma série de irregularidades. Pressionado, ele renunciou aos cargos de corregedor e vice-presidente da Mesa Diretora da Câmara.

Por O Globo

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