COVID-19: empresários e comerciantes oferecem à PBH leitos em hospitais

Secretários municipais de BH se reuniram com diretoria da ACMinas para tratar de propostas que podem viabilizar a reabertura do comércio na capital

Representantes da Prefeitura de Belo Horizonte se reuniram com a diretoria da Associação Empresarial e Comercial em Minas (ACMinas), na tarde desta quarta-feira (13/01), em audiência virtual, para discutir o fechamento do comércio da cidade, que começou nessa segunda (11/01).

A entidade propôs providências no sentido de minimizar os prejuízos com o funcionamento restrito. Participaram da reunião a secretária municipal de Política Urbana, Maria Fernandes Caldas; o secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, André Abreu Reis; o secretário-adjunto de Segurança Alimentar, Marcelo Lana Franco; e o secretário de Governo, Adalclever Lopes.

O presidente da ACMinas,  José Anchieta da Silva, lembrou da primeira paralisação e propôs contribuir, sem custos para o município, com o oferecimento de leitos hospitalares adicionais para acolher as pessoas que, infectadas, necessitarem de internação. Aprovada a proposta, o grupo de trabalho da ACMinas procurará viabilizar a iniciativa, já nas próximas horas.
“Para tanto, a ACMinas não traz uma pauta de pedidos, mas, uma pauta de proposta, em parceria, de ações a serem desenvolvidas pelas autoridades e pelas instituições representativas do empresariado”, comentou Silva.
A PBH ainda não se manifestou sobre a reunião.

O presidente da entidade formulou pedido de que, nos próximos dias, nova reunião seja realizada para avaliação dos resultados e necessários reencaminhamentos. Confira outras propostas da entidade que foram discutidas nesta reunião:

Transporte público

A segunda iniciativa é evitar aglomeração de pessoas no transporte público. A ACMinas propõe reorganizar ônibus e metrô de modo que cada comboio ou ônibus saia de seu ponto-bairro, com lotação limitada e de modo organizado, com intervalos racionalizados entre uma e outra partida.

Contra as festas

A terceira proposta que a ACMinas apresentou é a de integral apoio a todas as ações temporárias que as autoridades municipais exerçam no sentido de desestimular a realização de festas e celebrações que a saúde pública recomenda neste momento por se tratar de medida sanitária que interessa ao conjunto dos cidadãos.

Campanha de conscientização

A quarta iniciativa da associação é a da necessidade de uma permanente e incisiva campanha de esclarecimento para conscientização de todas as pessoas e empresas para os cuidados preventivos ao novo coronavírus.

Vacinas

A quinta proposta foi de apoio à disponibilização das vacinas. A ACMinas disse que quer participar ativamente desse esforço vacinal e não medirá esforços para que a medida se implemente e se realize o mais rápido possível.

Impostos

O presidente da entidade comercial informou também que a questão da pandemia se tornou assunto de prioridade na instituição.
“Além dessas iniciativas a ACMinas também deu início às tratativas junto ao governo de Minas, no sentido de, como medida especial (provocando a edição, para tanto, das necessárias medidas legais), do indispensável diferindo de todo o Imposto de Circulação Mercadorias e Serviços (ICMS), durante o período da pandemia, viabilizando que tais recursos permaneçam no caixa das empresas-contribuintes. Não se trata de Refis, mas, de financiamento das empresas com o imposto gerado (precisa, o Estado brasileiro saber que imposto devido só pode ser imposto gerado)”, explica Silva. 

Segundo ele, após debelada a pandemia, esses valores retidos pelas empresas-contribuintes serão objeto de parcelamentos especiais, sem encargos moratórios.  Grupos de trabalho internos da ACMinas já estariam se debruçando sobre esta proposta.

“A ACMinas quer, a respeito, o apoio das autoridades municipais no encaminhamento da proposta junto às autoridades estaduais”, afirmou o presidente da entidade.

PREFEITURA 

Em nota, a prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou que “todo apoio é sempre bem-vindo. Contudo, a Prefeitura reforçou com os participantes o que vem abordando publicamente nos últimos meses:  a limitação para ativação de leitos no momento não é financeira e, sim, da disponibilidade de profissionais de saúde para trabalharem na linha de frente.” 

Fonte: ESTADO DE MINAS

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