Dudu do Cavaco marca noite em comemoração ao “Dia Municipal da Pessoa com Deficiência”

Após uma semana inteira de eventos em comemoração ao “Dia Municipal da Pessoa com Deficiência”, formando a semana da Pessoa com Deficiência, tivemos uma noite especial no Museu Municipal.

Os assistidos da Escola Especializada Girassol, os professores e funcionários da instituição, além de autoridades e convidados, estiveram acompanhando na noite desta última sexta-feira, dia 01º de setembro, o show impar de “Dudu do Cavaco”, junto de sua banda.

Dudu é músico multi-instrumentista com Síndrome de Down e fez todos os presentes se emocionarem com muita música boa e bom humor. O irmão do músico, Leonardo trouxe uma palestra que vai sendo feita junto do show, falando sobre o tema da s Pessoas com Deficiência. Dudu, seu irmão Leonardo, amigos e familiares formam o Instituto Mano Down que auxilia dezenas de portadores de deficiência na grande Belo Horizonte.


Dudu do Cavaco

A carreira artística do Dudu começou precocemente. Desde bebê já participava das rodas de samba da família e tomou gosto pela música. Sempre atento, observava todos os movimentos e repetia. Aos seis anos foi modelo, sempre com um pandeiro na mão, em um desfile de modas em um shopping na região sul de Belo Horizonte. Ali percebemos que o garotinho tinha muito carisma e levava jeito. Muito estimulado por seus primos e seus tios, Eduardo, foi sendo despertado para a música. A música foi uma ferramenta de desenvolvimento. Foi e é sua grande companheira.

O primeiro instrumento que o Dudu dominou foi o pandeiro. Aos 12 anos se tornou o seu companheiro das rodas de samba. Depois veio o cavaquinho, seu instrumento preferido atualmente. Além disso, aprendeu a tocar percussão e atualmente domina com maestria o repenique. A partir de 12 anos sempre que podia, era convidado e participava de rodas de samba com os primos e tios em Piúma, no Espírito Santo. Tocou com diversos grupos: “Nada Vê”, “Elite do Samba”, “Chopp com Água”.

Dudu foi muito estimulado pelos músicos da família (Maurício, Mauro, Marcílio, Márcio, Zezé, Fefé , Igor, Breno) e também pelo músico Hudson Brasil, seu professor de cavaco já há seis anos. Com muito profissionalismo, dedicação e amor, ele não acreditou no que todos diziam ser impossível e, com um método novo, conseguiu transformar as notas musicais em números, facilitando assim a aprendizagem do Dudu. Vale ressaltar a dedicação do Du que assiste muitos vídeos e treina até conseguir acertar a batida perfeita.

Em 2003, encontrou amigos que, com muita sensibilidade, aceitaram a inclusão dele num grupo que se chamava Zumberê e não parou mais. Hoje faz parte do grupo de samba Trem das Onze, que se apresenta semanalmente em uma casa de shows em Belo Horizonte e mantém sua carreira solo, tocando em vários eventos em Minas Gerais (casamentos, aniversários, congressos e eventos). Dudu também é constantemente convidado para abrir solenidades, e fazer participações especiais em programas de TV, como o TV Xuxa e já abriu um show do Jota Quest no novo Mineirão, sempre com seu companheiro, o cavaquinho. Seu repertório é composto de mais de 30 músicas de samba e MPB.

Em 2009 Dudu entrou no Projeto da Companhia Teatral Crepúsculo, sua atual escola. Dudu aceitou bem as novas experiências. Dudu adora a Companhia Teatral Crepúsculo e com ajuda de todos, principalmente da diretora e do professor, está desenvolvendo ainda mais seu talento artístico. Em meados de 2010, estrelaram uma peça sensacional chamada “Atrás do Arco Íris”. A peça rodou algumas escolas e hoje os alunos estão se organizando para um novo espetáculo. Uma passagem marcante para ele foi quando, no final de 2010, foi um dos poucos escolhidos para permanecer no grupo de teatro profissional.

O Dudu do Cavaco hoje é um ícone da esperança do desenvolvimento e de uma inclusão mais justa em nossa sociedade. A conclusão que chegamos é que a sensibilidade dos músicos é linda. A música é o maior instrumento para superar os preconceitos. Em um evento musical, não existem diferenças e sim harmonia.

Fonte: Site oficial Dudu do Cavaco

CONTEXTO DO INSTITUTO MANO DOWN E SUAS FINALIDADES

Sabemos que a invisibilidade social imprime um tipo de sofrimento que fere o cerne da dignidade humana. Mesmo que muitas pessoas com deficiência já participam do mercado de trabalho ou possuem uma vida ativa em outras áreas sociais pensamos que uma parte da existência deles clama um lugar de maior expressão e participação.
Queremos minimizar a invisibilidade social para que as pessoas com down tenham liberdade para dirigir a própria vida, mesmo que, para isso, seja necessário suporte por parte de amigos, familiares e de outras pessoas do meio social para que eles possam fazer suas próprias escolhas e projetos de vida. Indiretamente visamos demonstrar que a inclusão somente acontecerá de fato quando aceitarmos as diferenças inerentes aos seres humanos de forma igualitária. Esperamos com esta iniciativa, tangencialmente, abrir espaços para outras famílias e que pessoas com DOWN mostrem suas habilidades e talentos muitas vezes escondidos ou com pouco espaço para expressão social.

O Instituto MANO DOWN segundo seu estatuto tem por finalidade:

I – promover assistência social, incluindo informação, inclusão social, integração e apoio às pessoas com Síndrome de Down, visando valorizar suas potencialidades e estimular suas habilidades, aptidões e competências;
II – promover atividades de educação, através de palestras para orientar as pessoas com Síndrome de Down e seus familiares;
III – realizar debates entre os familiares das pessoas com Síndrome de Down;
IV – fomentar o acolhimento dos recém-nascidos com Síndrome de Down pelos familiares;
V – promover o esporte, atividades culturais, educativas, lazer, turismo, bem estar social, e outras atividades para participação das pessoas com Síndrome de Down, seus familiares e comunidade;
VI – promover o emprego, e viabilizar a inclusão das pessoas com Síndrome de Down no mercado de trabalho.
VII – promover a saúde de pessoas com Síndrome de Down.

PORQUE FUNDAMOS O INSTITUTO MANO DOWN – MISSÃO

Por acreditar no grande potencial das pessoas com down e saber que seu desenvolvimento depende de estímulos e oportunidades, bem como da participação ampla e irrestrita na sociedade O Instituto Mano Down tem como um dos seus principais objetivos o desenvolvimento das possibilidades e potencialidades das pessoas com down para a participação social. A missão do Instituto Mano Down é valorizar as potencialidades das pessoas com down e estimular suas habilidades, aptidões e competências.Além de Congregar as pessoas com Síndrome de Down seus familiares e interessados na causa. O Instituto Mano Down visa a longo prazo dentro de seu planejamento:

– Difundir, reiterar e perseverar na causa da inclusão da pessoa com Síndrome de Down em todas as situações de vida, para uma mudança social quanto á questão do descrédito nas capacidades da pessoa que tem a Síndrome de Down.

– Reunir e disseminar, por todos os meios, informações referentes às pessoas com Síndrome de Down, visando uma mudança por parte da sociedade, quanto a valorização das pessoas que tem a Síndrome de Down.

– Organizar eventos sociais, culturais e educativos, visando à valorização das pessoas com Síndrome de Down.

– Buscar meios de capacitação profissional que permitam a inclusão das pessoas com Síndrome de Down no mercado de trabalho.

Fonte: Site oficial Mano Down

 

Israel Malthik

Nasceu em São João Nepomuceno. É Técnico em Administração e Fotografia Artística. Foi fotógrafo da APCEF (Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal), freelancer em jornais como Estado de Minas e Agência Minas. Premiado por diversos clubes e grupos fotográficos. Atualmente é fotojornalista da Rádio Difusora de São João Nepomuceno. Israel Malthik também atua em editoriais de moda em grandes marcas da Zona da Mata Mineira.

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