O ex-governador de Minas Fernando Pimentel (PT) se tornou réu por tráfico de influência e lavagem de dinheiro. A juíza Luzia Divina de Paula Peixôto, da 32ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte, acatou a denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE) e a decisão foi publicada nesta quarta-feira (27) no Diário de Justiça do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).

Além de Pimentel, outras quatro pessoas são acusadas de estarem envolvidas no esquema. Entre elas está Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, investigado por ser o operador de Pimentel na campanha eleitoral em 2014.

O ex-governador é investigado supostamente por ter se aproveitado do cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio para realizar troca de influências com empresários e que as vantagens obtidas tenham sido usadas para financiar campanha para o governo de Minas, em 2014. A suspeita é que Pimentel tenha facilitado uma outorga para construção de um aeroporto na Região Metropolitana de São Paulo.

Segundo decisão da juíza, ela acata a denúncia de “solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função”, informa.

O advogado de Pimentel, Eugenio Pacelli, afirma que a defesa só irá se manifestar nos processos.

Na decisão publicada nesta quarta, consta a defesa do ex-governador, sustentando “atipicidade da conduta relativa ao tráfico de influência, alegando ‘problema lógico-cronológico’ na ocorrência dos fatos”. Segundo a defesa, não teria formado a necessária vinculação causal para configuração do referido delito. Os advogados atentam ainda para divergências entre as declarações prestadas pelos outros denunciados.

Fonte: Jornal Hoje em Dia