Polícia Civil decreta prisão em flagrante do presidente do Tupi

Delegada Ione Barbosa confirma informação após apreender três armas sem registro na casa de José Luiz Mauller Júnior, o Juninho

A Polícia Civil confirmou, na tarde desta segunda-feira (13), a prisão em flagrante do presidente do Tupi, José Luiz Mauler Júnior, o Juninho, por posse ilegal de armas de fogo. A informação foi confirmada pela delegada da 4ª Delegacia da Polícia Civil de Juiz de Fora, Ione Barbosa, que determinou fiança de R$ 50 mil para a soltura do mandatário carijó. Até por volta das 21h30, a quantia ainda não havia sido paga e Juninho seria conduzido ao Centro de Remanejamento Provisório (Ceresp) em Juiz de Fora, onde pernoitaria.

A apreensão das armas ocorreu na manhã desta segunda, na casa de Juninho. A corporação ainda recolheu o celular do presidente do clube alvinegro, e, na sede social do Tupi, dois computadores e documentações para dar andamento às investigações.

Armas de Juninho, computadores e documentações do Tupi apreendidos pela Polícia Civil (Foto: Bruno Kaehler)

“Foi quebrado o sigilo de dados do que foi apreendido por nós. Diante desta documentação, vamos analisar. Ele (Juninho) se encontra em prisão em flagrante. Nada impede, se houver necessidade e motivos para tal, ou a suspeição de que a soltura dele possa comprometer as investigações, podemos pedir, ainda, a prisão preventiva. Estamos angariando documentos”, declarou Ione Barbosa.

Segundo a delegada, Juninho admitiu que as armas eram de sua propriedade “há um bom tempo”, mas que não há nenhuma documentação. Uma das numerações, inclusive, está oxidada. O presidente preferiu não falar até esta publicação.

Ainda conforme a delegada, os trabalhos, iniciados em função de denúncias na gestão das clínicas nas categorias de base do clube, avançaram em relação a indícios de estelionato e já estudam também a administração do clube. Isto porque, no decorrer das análises dos documentos e depoimentos, houve novas denúncias internas que podem configurar um racha na instituição. “No decorrer das investigações, tiveram informações de testemunhas veladas, que não querem se revelar por medo de sua integridade física, e que denunciaram má administração à frente do Tupi.”

Fonte: Tribuna de Minas

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