Resumo das Olimpíadas: Fadinha de prata e vitórias no surfe

Rayssa Leal encanta o Brasil com medalha histórica no skate, Gabriel Medina e Ítalo Ferreira brilham nas ondas, e americanos assumem a liderança do quadro de medalhas pela primeira vez na Tóquio 2020

A madrugada desta segunda-feira vai ficar marcada na memória de milhões de brasileiros, especialmente de jovens meninas por todo o país. O país testemunhou a magia de uma “fadinha” de apenas 13 anos produzir uma medalha de prata, a segunda do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio 2020. Rayssa Leal é seu nome, e um skate foi sua varinha de condão.

Rayssa Leal, a "Fadinha", abre o sorrisão e exibe a medalha de prata no skate street — Foto: André Durão

Mas Rayssa não foi a única a fazer mágica no Japão nesta segunda, muito menos a única brasileira. Nos mares da capital japonesa, Gabriel Medina e Ítalo Ferreira voaram com suas pranchas para seguir às quartas de final do surfe, assim como Silvana Lima. Nas quadras de basquete, o esloveno Luka Doncic, muitas vezes chamado de “Luka Magic”, fez chover sobre os argentinos num ginásio fechado.

Prata histórica para a “Fadinha”

Quem poderia imaginar que aquela menina vestida de fada fazendo truques com um skate em Imperatriz-MA, que “viralizou” nas redes sociais há seis anos, se tornaria a medalhista olímpica mais jovem da história do Brasil? O encanto lançado por Rayssa Leal enfeitiçou o país, que passou as primeiras horas de segunda-feira torcendo pela “Fadinha”. Com a tranquilidade de uma veterana e uma performance irrepreensível na final, a maranhense conquistou a segunda prata do skate brasileiro e a terceira medalha do país em Tóquio.

Suas companheiras no pódio foram duas outras adolescentes, ambas japonesas: Mojimi Nishiya, também de 13 anos, levou o ouro, e Funa Nakayama, de 16, ficou com o bronze. As outras duas brasileiras da competição, Pâmela Rosa e Letícia Bufoni, não confirmaram o favoritismo e nem sequer foram à final, terminando em 10º e nono lugar, respectivamente. Após a eliminação, Pâmela revelou uma lesão séria no tornozelo que a impediu de ter seu melhor desempenho.

Surfe brasileiros segue às quartas

No outro esporte radical estreante em Olimpíadas, o Brasil segue firme na disputa de medalhas. No masculino, Ítalo Ferreira e Gabriel Medina venceram suas baterias e garantiram vagas nas quartas de final. Atual campeão mundial, Ítalo foi quem teve a vitória mais tranquila, contra o neozelandês Billy Stairmand. Líder do ranking, Medina teve uma bateria acirrada contra o antigo rival Julian Wilson, mas virou no final com um de seus aéreos espetaculares e venceu por 14.33 a 13.00. https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Gabriel Medina voa em uma onda vencedora na bateria contra Julian Wilson — Foto: Olivier Morin/Getty Images

No feminino, Silvana Lima também segue viva após bater a portuguesa Teresa Bonvalot. Nas quartas de final, contudo, a cearense terá uma pedreira pela frente: a tetracampeã mundial e número 1 do ranking Carissa Moore. Tatiana Weston-Webb, outra brasileira no torneio, acabou eliminada pela japonesa Amuro Tsuzuki.

Alguns favoritos também deram adeus às ondas de Tóquio nesta segunda: a lendária australiana Stephanie Gilmore e a a francesa Johanne Defay, e o americano John John Florence.

Fonte: GE

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