Cidade e RegiãoMais Notícias aquiPlantão Policial

Após brutal ataque no bairro Bela Vista, Maria das Graças verá acusado de tentativa de feminicídio sentar no banco dos réus

Créditos: Reportagem Aristides dos Santos/ Informações – imagens: PMMG, SAMU, Poder Judiciário e arquivo Difusora SJN

MARIA DAS GRAÇAS SOBREVIVEU A ESPANCAMENTO E FACADAS, ENFRENTA AS SEQUELAS DA VIOLÊNCIA E AGUARDA O JULGAMENTO DE PAULO SÉRGIO DA SILVA PELO TRIBUNAL DO JÚRI

📻97,3 FM / 💻www.difusorasjn.com.br / 📌 São João Nepomuceno – MG

Crime ocorrido na Rua Sargento Domingos, no bairro Bela Vista, chocou São João Nepomuceno. Mais de dois anos depois, o acusado será submetido ao julgamento popular.

SÃO JOÃO NEPOMUCENO, quarta-feira, 3 de junho de 2026 – A Justiça designou para o dia 1º de julho de 2026, às 9h, a sessão do Tribunal do Júri que julgará Paulo Sérgio da Silva, acusado de tentar matar sua então companheira, Maria das Graças de Jesus Oliveira, em um caso de violência doméstica que causou grande repercussão em São João Nepomuceno.

O julgamento acontecerá na Sala do Tribunal do Júri do Fórum Desembargador Ananias Varela de Azevedo, referente ao processo nº 0000121-10.2024.8.13.0620.

O caso ocorreu na tarde de 1º de fevereiro de 2024, na Rua Sargento Domingos, bairro Bela Vista, em São João Nepomuceno, quando Maria das Graças de Jesus Oliveira, então com 52 anos, foi brutalmente agredida pelo então companheiro, Paulo Sérgio da Silva, também com 52 anos à época dos fatos.

Segundo as investigações, a motivação do crime teria sido a inconformidade do autor com o fim do relacionamento.

Conforme registrado pela Polícia Militar, a vítima foi atingida por golpes de um tamborete de madeira, que chegou a ser quebrado durante a agressão.

Não satisfeito, o agressor pegou uma faca e voltou a atacar a companheira.

O resultado foi devastador.

Maria das Graças sofreu um corte contuso na região occipital (nuca) e uma perfuração no ombro esquerdo, sendo socorrida e encaminhada ao Pronto Atendimento Municipal de São João Nepomuceno/Hospital São João.

Após a agressão, o autor fugiu do local e se embrenhou em uma área de mata, mobilizando equipes da Polícia Militar, que iniciaram rastreamentos para tentar localizá-lo.

Na época, o caso foi registrado inicialmente como homicídio tentado, crime previsto no artigo 121 do Código Penal Brasileiro, quando há intenção de matar, mas a morte não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do autor.

A vítima procurou a reportagem da Difusora SJN demonstrando medo de novas agressões e preocupação com a possibilidade de impunidade.

Buscando proteção, Maria das Graças compareceu à Delegacia de Polícia Civil de São João Nepomuceno, onde solicitou Medidas Protetivas de Urgência, previstas na Lei Maria da Penha (Lei Federal nº 11.340/2006).

Em 8 de fevereiro de 2024, foram deferidas pela Justiça as medidas cautelares solicitadas pela vítima, bem como expedido o esperado Mandado de Prisão Preventiva contra Paulo Sérgio da Silva.

A prisão preventiva é uma medida judicial destinada a preservar a ordem pública, garantir a aplicação da lei penal e proteger vítimas e testemunhas durante o andamento do processo.

O acusado permaneceu foragido por aproximadamente sete dias.

Entretanto, antes de ser localizado durante os rastreamentos, deu entrada no Hospital de Pronto Socorro Mozart Teixeira (HPS), em Juiz de Fora, transportado por uma equipe do SAMU, apresentando graves lesões na região do pescoço.

Segundo informações divulgadas pela assessoria do SAMU na ocasião, o paciente chegou à unidade com ferimento na região cervical anterior, lesão de traqueia, lesão de esôfago, encontrando-se afásico, porém lúcido e orientado, comunicando-se por escrito com os profissionais de saúde.

Foi justamente durante essa internação que policiais militares de São João Nepomuceno, vinculados ao 2º Batalhão da Polícia Militar, com apoio de militares do 27º BPM, cumpriram o mandado de prisão expedido pela Justiça da Comarca.

Após o cumprimento da ordem judicial, Paulo Sérgio da Silva permaneceu sob custódia do Estado e seguiu tratamento médico em unidade vinculada ao sistema prisional.

Meses depois, em 11 de julho de 2024, foi realizada a Audiência de Instrução e Julgamento, fase processual destinada à produção das provas, oitiva das testemunhas, interrogatório do acusado e apresentação das alegações da acusação e da defesa.

Na ocasião, a defesa do acusado ficou sob responsabilidade da Defensoria Pública, enquanto a acusação foi conduzida pelo Ministério Público.

A própria vítima declarou à reportagem que não possuía recursos financeiros para contratar um advogado que atuasse como assistente da acusação.

Encerrada a fase de instrução criminal, a Justiça decidiu submeter o caso ao Tribunal do Júri, órgão constitucional competente para julgar os crimes dolosos contra a vida.

O Ministério Público sustenta a acusação de tentativa de feminicídio.

O feminicídio é uma qualificadora do homicídio prevista no artigo 121 do Código Penal, aplicada quando o crime é cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, especialmente em contextos de violência doméstica e familiar.

No presente caso, a acusação sustenta que houve intenção de matar e que a morte não ocorreu apenas por circunstâncias alheias à vontade do autor.

A história de Maria das Graças de Jesus Oliveira ficou marcada por uma frase publicada pela Difusora SJN e que sintetizou o sofrimento da vítima após o crime:

“Maria não vive, apenas aguenta.”

A frase passou a representar a dura realidade enfrentada pela vítima após sobreviver à violência.

As marcas deixadas pelo crime não foram apenas físicas.

A mulher passou a enfrentar consequências emocionais, psicológicas e sociais decorrentes da agressão sofrida naquela tarde de 1º de fevereiro de 2024, na Rua Sargento Domingos, no bairro Bela Vista.

No próximo 1º de julho de 2026, mais de dois anos após o ataque que chocou a cidade, sete jurados escolhidos entre cidadãos da comunidade serão responsáveis por analisar as provas reunidas durante a investigação e decidir sobre a responsabilidade criminal de Paulo Sérgio da Silva.

Para Maria das Graças, a data representa mais um capítulo de uma longa caminhada em busca de justiça.

#DifusoraSJN #TribunalDoJuri #MariaDasGracas #Feminicidio #ViolenciaContraAMulher

Síntese da reportagem

⚖️ Tribunal do Júri marcado para 1º de julho de 2026

🕘 Julgamento às 9h

🏛️ Fórum Desembargador Ananias Varela de Azevedo

📍 Crime ocorreu na Rua Sargento Domingos, bairro Bela Vista

👩 Vítima: Maria das Graças de Jesus Oliveira

👤 Réu: Paulo Sérgio da Silva

🪑 Vítima foi espancada com um tamborete de madeira

🔪 Maria também foi esfaqueada durante a agressão

🚔 Mandado de prisão preventiva foi expedido e cumprido

🏥 Réu foi localizado e preso durante internação no HPS de Juiz de Fora

⚖️ Ministério Público sustenta acusação de tentativa de feminicídio

💜 Caso tornou-se símbolo da luta contra a violência doméstica em São João Nepomuceno

Compartilhe

Aristides Dos Santos

Formação: Graduação presencial em TV, Cinema, Rádio e Internet pela UNIBAN (Universidade Bandeirantes do estado de São Paulo), campus Osasco- SP. Habilitação: Trabalhos em audiovisual (cinema), atividades de radiodifusão RTV, produção de livros, revistas e jornais (impressos e digitais), criação e gestão de tráfego pago ou orgânico para internet

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *