7 de setembro: Bicas celebra hoje 100 anos de emancipação
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Bicas 100 anos: caravanas de viajantes sedentos encontram nascentes de água ( bicas d’água) no alto de uma serra. Mais tarde, trabalhadores matavam sua sede durante a construção de uma estação ferroviária, que passou a fomentar velozmente o progresso da região. Assim, Bicas surge e depois se projeta no interior de MG
Redação: Aristides dos Santos / Imagens: Acervo do historiador Amarildo Mayrink Veiga / documentário: UFJF

A Rádio Difusora parabeniza ao prefeito Hélber Marques Pereira (Delegado Helber) e aos milhares de habitantes desta querida e importante cidade irmã, pelo seu centenário. Parabéns a todos biquenses!
Os primórdios
A história de Bicas remonta ao século XIX, quando a região era um ponto de passagem para as caravanas que percorriam o “Caminho Novo”, em busca de ouro ou de aventuras, desbravando matas ou fazendo comércio no lombo de mulas – único recurso antes do surgimento das linhas de trem. Esta era uma importante passagem da rota entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Origem do nome.
O nome “Bicas” se deve à existência de vários veios d´água ( bicas d’água) existentes naquela região despovoada. Com o tempo, os acampamentos de viajantes sedentos deram origem a um povoado, que cresceu e se desenvolveu, culminando com sua emancipação como município em 1923.
Bicas foi distrito de Mar de Espanha em 1890 e, no mesmo ano, foi incorporado ao município de Guarará, também como distrito, do qual se emancipou em 07 de setembro de 1923.
A localidade prosperou com a instalação de fazendas e engenhos, impulsionadas pela mineração e produção de café, cana – de – açúcar.
A cidade foi se desenvolvendo rapidamente, sendo elevada à categoria de sede de comarca em 1935, englobando os municípios de Guarará, Maripá de Minas- dos quais fez parte- e Pequeri.
A história de Bicas está ligada implantação da ferrovia

Ao contrário da maioria dos municípios de Minas, que surgiram no entorno de uma capelinha ou “igreja matriz“, o que era apenas um acampamento para descanso ou pernoite de viajantes sedentos e famintos, montados à cavalo, virou município.
O impulso mais importante foram as obras para a construção de uma estação ferroviária, em 1889, que ligaria Juiz de Fora à Recreio, em torno da qual se desenvolveu o município ( vide a “linha do tempo” da ferrovia).
Entre o século XIX e meados do século XX, a economia da cidade era baseada no café, pecuária e exploração de minérios, como o ferro e o manganês, porém, a presença da ferrovia impulsionou e depois modernizou o comércio, a indústria e o transporte de mercadorias na área, trazendo novas oportunidades para os habitantes da localidade.
Por Bicas passaram trens de passageiros até a primeira metade dos anos 1970, sendo o ramal oficialmente extinto em 1994, com a privatização.
Linha do tempo da ferrovia:
Cia. União Mineira (1879-1884) – Cia. E. F. Leopoldina/Leopoldina Railway (1884-1950) -E. F. Leopoldina (1950-1975) -RFFSA (1975-1994).
Curiosidades
População:13.978 habitantes (Censo 2022)
Área geográfica: 140 m2
Cidades fronteiriças: São João Nepomuceno, Pequeri, Chácara, Juiz de Fora, Rochedo de Minas, Maripá de Minas e Guarará.
Acesso: BR-267 (sentido Juiz de Fora e Leopoldina) e a MG-126 (sentido São João Nepomuceno e Mar de Espanha), além disso, o município fica a poucos quilômetros da BR-040 e da BR-116, tendo, assim, acesso a duas das principais rodovias do país.
Turismo: O Santuário da Água Santa
O Santuário reúne em torno de si valores histórico, cultural, turístico e religioso. Mais uma vez, uma “bica d’ água” está na história.
Independente de crença, o Santuário da Água Santa é, certamente, um dos mais belos e reverenciados pontos turísticos da região. A História do local remonta ao ano de 1860, ou seja, não havia estrada de ferro, nem mesmo a cidade existia, contudo, haviam grandes fazendas de café e a mão de obra era de escravos africanos.
Cinta-se que um grupo de escravos com lepra foi retirado das senzalas para que não contaminassem os demais. Assim, vários escravos com feridas pelo corpo com aspecto maligno foi solto no alto da serra, onde havia água em abundância e inhame rosa como alimento.
Depois da abolição, esse grupo foi localizado pelo antigo proprietário da fazenda totalmente curados, a cura desses escravos foi atribuída a água cristalina abundante na região, então, o local onde se refugiaram ficou conhecido como “Água Santa”.
A história correu pela região e, então surgiram peregrinações em busca de milagres e caravanas até nos dias atuais. O local também se destaca pelas paisagens e belezas naturais, possuindo uma igreja em estilo rústico, tendo também um mirante.
O acesso é pelo bairro Alto das Brisas ou pela BR 267, ponto de referência: Fazenda Campestre.
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Encontro de carros antigos em Bicas
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