Clima tenso em Bicas: Processo de Cassação contra única vereadora do município e PM acionada para contenda entre vereadores movimenta a Câmara dos Vereadores
Reportagem Aristides dos Santos / Crédito das informações e imagens: Reds 136ª Cia PM/2º BPM, via vereador Diogo Muniz,e depoimento das partes citadas nas reportagens
POLÍCIA É ACIONADA APÓS SESSÃO DA CÂMARA EM BICAS / VEREADORA MELISSA TERRA, ÚNICA MULHER NA CÂMARA DE VEREADORES DO MUNICÍPIO, SE QUEIXA DE VIOLÊNCIA POLÍTICA


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Clima tenso na Câmara: vereador registra boletim de ocorrência contra colega, alegando agressão, após discussão em plenário. Ex- pastor (em suas palavras) e atual parlamentar, o acusado nega agressão nos termos do boletim de ocorrência, mas diz que reagiu a provocações constantes.
Bicas, terça-feira, 22 de julho de 2025 – Um episódio de tensão política movimentou a Câmara Municipal de Bicas na noite desta segunda-feira (21/07), por volta das 20h35, e resultou em registro policial por parte da Polícia Militar, através da 136ª Cia PM/2º BPM/4ª RPM.
VERSÃO DE DIOGO

O vereador Diogo Rocha Muniz, nascido em Bicas, com 31 anos e eleito pelo Partido dos Trabalhadores (PT), procurou a reportagem e afirmou ter sido agredido fisicamente durante sessão ordinária. Segundo o relato feito por ele, o fato também foi registrado em boletim de ocorrência, durante a leitura de um trecho da pauta, o vereador pastor Ricardo Rosa, eleito pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), conversava com outro parlamentar. Diogo teria solicitado silêncio e respeito ao momento da leitura.
Ao fim da votação, já fora do plenário, os dois vereadores se desentenderam. Conforme relatado a Polícia Militar, o pastor Ricardo teria iniciado uma discussão e o empurrou com uma mão no braço e outra no peito. De acordo com Diogo, os vereadores Igor Maia da Silva e Luis Paulo Rocha teriam contido Ricardo, e a situação foi presenciada por Guilherme Sabino Daniel.
VERSÃO DE PASTOR RICARDO

O autor da suposta agressão deixou o local antes da chegada da viatura policial, que orientou o vereador Diogo quanto às providências cabíveis. A ocorrência foi registrada como agressão (art. 129 do Código Penal – lesão corporal leve). A perícia técnica não compareceu.
🔹 A reportagem procurou o vereador pastor Ricardo Rosa para apresentar sua versão. O parlamentar afirmou que vem sendo alvo de provocações e abusos recorrentes há meses, e que o episódio teria sido um desabafo diante de situações emocionais acumuladas. Disse ainda que recebeu solidariedade de colegas vereadores e que não teve intenção de agredir fisicamente o colega.
🔸 O vereador Diogo Rocha Muniz, por sua vez, reforça que foi vítima de uma agressão injustificável. Já o vereador pastor Ricardo Rosa, 43 anos, natural do Rio de Janeiro, disse que tem um mandato para preservar e que não agrediu ninguém, reiterando que tem sido vítima de provocações e abusos por parte do seu colega.
POSICIONAMENTO DA PRESIDÊNCIA
Em contato com a nossa reportagem, o vereador Isaias Pereira Lima, atual presidente da Câmara de Vereadores do município de Bicas, declarou que a Mesa Diretora vai se pronunciar sobre esta ocorrência, após ouvir ambos parlamentares, e que uma reunião estará sendo providenciada para que ambos relatem suas versões dos fatos narrados no Boletim de Ocorrência e que, após esta reunião, a Câmara de Vereadores entrará em contato com a emissora relatando o desfecho da situação.
Síntese:
- 📍 Ocorrência registrada em 21/07/2025, às 20h35, na Câmara Municipal de Bicas.
- Envolvidos: Diogo Muniz (31 anos, nascido em Bicas, vereador do PT) e pastor Ricardo Rosa (43 anos, natural do Rio de Janeiro, eleito pelo PSB).
- Segundo registro Reds, pastor Ricardo empurrou Diogo com uma mão no braço e outra no peito.
- Alegada contenção feita por Igor Maia da Silva e Luis Paulo Rocha; testemunha: Guilherme Sabino Daniel.
- Pastor Ricardo foi procurado e alegou ser vítima de provocações recorrentes e desgaste emocional.
- PM registrou o caso; autor não estava mais no local na chegada da guarnição.
- A Câmara ainda não se pronunciou oficialmente sobre o episódio.
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VEREADORA DE BICAS DIZ SER VÍTIMA DE PERSEGUIÇÃO POLÍTICA E DE GÊNERO EM PROCESSO DE CASSAÇÃO

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Vereadora Melissa Terra afirma que houve desproporcionalidade nas acusações de improbidade e quebra de decoro parlamentar; parlamentar denuncia perseguição política e afirma que ação busca retirá-la do cenário político local.
Bicas, segunda-feira, 22 de julho de 2025 — A vereadora Melissa Terra, única mulher com assento na Câmara Municipal de Bicas, conversou com esta reportagem para se manifestar sobre o processo de cassação instaurado contra ela, afirmando ser alvo de uma perseguição política e de gênero. Segundo a parlamentar, a acusação que motivou a abertura da comissão processante foi o fato de seu marido ter a acompanhado em uma viagem institucional à Belo Horizonte, conduzindo o veículo oficial da Câmara.
A vereadora afirma não ter ocultado a presença do esposo na viagem e alega que não houve qualquer dano ao erário, reforçando que o deslocamento teve caráter institucional. “Foi comprovado que saímos de Bicas pela manhã, tivemos reunião com a deputada J. na Assembleia Legislativa, retornamos às 18h30, e tudo está documentado”, disse.
O relatório final da primeira comissão, que teve o vereador José Alberto Matias como relator, apontou suposta prática de improbidade administrativa e quebra de decoro parlamentar, o que, segundo Melissa, é “totalmente desproporcional ao fato ocorrido”. A parlamentar afirma que suas provas de defesa não foram consideradas, e que o objetivo dos colegas é claro: “me caçar politicamente”.
Além disso, Melissa denunciou que tentou instaurar investigações contra outros vereadores por promoção pessoal com uso de estrutura pública e por suposta mentira em sessão, mas suas denúncias foram barradas, por falta de assinaturas de apoio — apenas o vereador Tanaúsa teria subscrito a iniciativa. “Isso é mais uma prova da perseguição política e de gênero”, declarou.
Ela também comentou sobre um episódio ocorrido durante sessão legislativa, em que teria sido acusada de mentir em resposta a uma pergunta de plenário. A vereadora alega que a pergunta teria sido “articulada” e “tramado para pegá-la de surpresa”, o que caracterizaria má-fé dos adversários.
“É muito triste ver que, em vez de trabalharem pelo povo, estão agindo por interesses pessoais”, desabafou. Ela diz ter consciência de que cometeu um erro ao não comunicar previamente a presença do marido na viagem, mas pede uma pena proporcional, e não uma punição com fins políticos: “Eu mereço uma punição justa, mas não essa manobra para me tirar da Câmara.”
Melissa também lembrou que foi eleita com 600 votos, e que esse processo retira não apenas seu direito de exercer o mandato, mas também o direito dos seus eleitores de serem representados.
Por fim, informou que já foi instaurada uma nova comissão processante, e que deve apresentar defesa até terça-feira, embora diga não acreditar que seus argumentos sejam considerados: “Eles não leem nem o que eu provo. Já está decidido.”
✅ Síntese da situação:
- Vereadora Melissa Terra responde a um processo de cassação na Câmara Municipal de Bicas.
- Acusação: marido dirigiu carro oficial durante viagem institucional à Belo Horizonte.
- Parlamentar diz que houve transparência e nenhum dano ao erário.
- Relatório fala em improbidade administrativa e quebra de decoro parlamentar.
- Melissa afirma ser alvo de perseguição política e de gênero.
- Tentativas de instaurar denúncias contra outros vereadores foram rejeitadas por falta de assinaturas.
- Parlamentar diz que provas de sua defesa estão sendo ignoradas.
- Ela reconhece erro, mas pede punição proporcional e não manobra para cassação.
- Nova comissão foi instaurada e nova defesa deve ser entregue até terça-feira.
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