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Capoeira Inclusiva transforma vidas na Associação Pestalozzi e fortalece políticas públicas em São João Nepomuceno

Créditos: Reportagem Aristides dos Santos/ Informações – imagens: Associação Pestalozzi / Escola Girassol, Írio Henriques e Mestre Vei

CAPOEIRA INCLUSIVA TRANSFORMA VIDAS E GANHA FORÇA COM APOIO PÚBLICO EM SÃO JOÃO NEPOMUCENO

✓ Vídeo no final da reportagem

📻97,3 FM/ 💻www.difusorasjn.com.br / 📌 São João Nepomuceno – MG

Projeto atende público diverso e reforça inclusão social por meio da capoeira

SÃO JOÃO NEPOMUCENO, terça-feira, 28 de abril de 2026 — A cidade avança no fortalecimento de políticas públicas voltadas à inclusão por meio do esporte. O projeto Capoeira Inclusiva, desenvolvido na Associação Pestalozzi / Escola Girassol de Educação Especial, localizada no bairro Três Marias, segue como referência em inclusão social.

De acordo com o comunicador e vereador Irio Henriques, a iniciativa é conduzida pelo Mestre Carlos “Vei”, de 40 anos, com 31 anos de experiência na capoeira, trajetória que reforça a consistência técnica e o compromisso social do trabalho desenvolvido. Atualmente, cerca de 45 participantes integram o projeto, entre crianças e adultos com idades entre 8 e 35 anos.

As atividades acontecem de forma organizada em dois turnos: às terças-feiras no período da manhã e às sextas-feiras no período da tarde, garantindo regularidade e acompanhamento contínuo dos alunos.

O projeto integra o conjunto de ações contempladas pela Lei Municipal de Incentivo ao Esporte (2025), que impulsionou 13 projetos esportivos contínuos no município, incluindo iniciativas voltadas à capoeira, com reforço de recursos por meio da Emenda Impositiva 2026.

Dentro desse contexto, a Associação Pestalozzi foi contemplada com emenda parlamentar da Câmara Municipal de São João Nepomuceno, voltada ao fomento de suas iniciativas de inclusão social. Parte desse apoio se materializou na aquisição de uniformes de capoeira, com contribuição de vereadores, fortalecendo a estrutura do projeto e garantindo melhores condições de participação aos alunos. A iniciativa conta com atuação dos vereadores Írio Henriques, Eluza Salvador Côrtes e Nei Medina.

Em relato, o Mestre Carlos “Vei” destacou a essência social do projeto ao observar que muitos dos assistidos da instituição dificilmente teriam acesso à prática da capoeira em condições comuns. Segundo ele, “os assistidos desta instituição possivelmente não teriam a oportunidade de conhecer e praticar a capoeira devido à dificuldade de deslocamento até um local de ensino. Diante disso, pensei: se eles não podem ir até a capoeira, a capoeira vai até eles”, sintetizando o propósito da iniciativa.

A proposta encontrou acolhimento institucional e foi bem recebida pela diretora Orcilene Martins e por toda a equipe de colaboradores da Associação Pestalozzi, consolidando-se como uma ação contínua de inclusão e desenvolvimento.

Mais do que uma prática esportiva, a capoeira se consolida como uma poderosa ferramenta de inclusão social. A atividade trabalha coordenação motora, ritmo, disciplina e consciência corporal, ao mesmo tempo em que promove integração, autoestima e pertencimento. No ambiente inclusivo da Pestalozzi, a capoeira atua como ponte entre diferenças, respeitando limites individuais e potencializando habilidades, o que contribui diretamente para o desenvolvimento emocional e social dos participantes.

A capoeira tem raízes históricas profundas no Brasil, com origem no período da escravidão, entre os séculos XVI e XIX, quando africanos escravizados desenvolveram a prática como forma de resistência cultural e física. Por muito tempo, foi marginalizada e até criminalizada no país, sendo posteriormente reconhecida como expressão legítima da cultura brasileira. Essa trajetória reforça seu papel simbólico na superação do preconceito e na valorização da identidade.

Hoje, a capoeira é compreendida como uma manifestação completa: reúne elementos de arte marcial, dança, cultura popular e atividade física. Essa multiplicidade a torna especialmente eficaz em projetos sociais, pois permite inclusão ampla, respeitando ritmos, limites e potencialidades individuais. Ao mesmo tempo em que promove condicionamento físico, também desenvolve valores como respeito, disciplina e convivência coletiva — fundamentos essenciais para a construção de uma sociedade mais inclusiva.

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🔎 Síntese da reportagem

🟢 Projeto: Capoeira Inclusiva na Escola Girassol

👥 Participantes: cerca de 45 alunos

🎯 Público: crianças e adultos de 8 a 35 anos

🥋 Responsável: Mestre Carlos “Vei”
📊 Experiência: 31 anos de capoeira / 40 anos de idade

📅 Dias e horários:

  • Terça-feira (manhã)
  • Sexta-feira (tarde)

📍 Local: Bairro Três Marias, São João Nepomuceno

🏛️ Apoio público:

  • Lei de Incentivo ao Esporte (2025)
  • 13 projetos contemplados
  • Emenda Impositiva 2026

👕 Apoio direto: aquisição de uniformes com participação de vereadores

👥 Atuação política: Írio Henriques, Elusa Salvador Côrtes e Nei Medina

💬 Destaque: capoeira levada até os assistidos como estratégia de inclusão

🌱 Impacto: inclusão social, desenvolvimento motor, superação do preconceito e fortalecimento da autoestima

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Aristides Dos Santos

Formação: Graduação presencial em TV, Cinema, Rádio e Internet pela UNIBAN (Universidade Bandeirantes do estado de São Paulo), campus Osasco- SP. Habilitação: Trabalhos em audiovisual (cinema), atividades de radiodifusão RTV, produção de livros, revistas e jornais (impressos e digitais), criação e gestão de tráfego pago ou orgânico para internet

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