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Inclusão, avanços científicos e emoção marcam Congresso Jornada do Autismo em São João Nepomuceno

Créditos: Reportagem e fotos Aristides dos Santos/ Informações: Câmara Municipal / Procuradoria Especial da Mulher

CONGRESSO LOTA PLENÁRIO E DESTACA VOZES ESPECIALIZADAS, FRASES DE IMPACTO E COBRANÇA SOBRE EDUCAÇÃO INFANTIL

📻97,3 FM/ 💻www.difusorasjn.com.br / 📌 São João Nepomuceno – MG

Debate une ciência, vivência e questionamentos legais sobre a estrutura da educação inclusiva no município

SÃO JOÃO NEPOMUCENO, quinta-feira, 16 de abril de 2026 — O plenário da Câmara Municipal ficou completamente tomado por famílias, educadores, autoridades e representantes da sociedade civil durante a realização do Congresso Jornada do Autismo, com destaque para a presença de Silas Guimarães, presidente do Compede (Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência). O evento, inserido no Abril Azul, consolidou-se como um espaço de construção coletiva, reunindo ciência, experiência prática e posicionamentos institucionais em torno do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O protagonismo da noite esteve nas palestrantes Jordana Moura, Iara Muniz e Ivanise Rabelo, que conduziram o público por uma narrativa consistente entre técnica e vivência. A primeira trouxe um diagnóstico direto das falhas estruturais da educação, apontando a falta de capacitação, ausência de suporte técnico e fragilidade na adaptação pedagógica. A segunda ampliou o entendimento ao apresentar o autismo sob a ótica de quem vivencia a neurodivergência, enquanto a terceira transformou o plenário com um relato real, expondo as dificuldades enfrentadas por famílias atípicas no acesso a direitos básicos.

Durante as apresentações, frases projetadas sintetizaram o núcleo do debate e provocaram reflexão imediata no público:

“Inclusão não é matrícula. Inclusão é aprendizagem.”

“A criança pode estar na escola… e ainda assim estar excluída.”

“A escola precisa se adaptar ao aluno, não o contrário.”

“Sem adaptação, não existe inclusão — existe exclusão institucionalizada.”

“Não é falta de vontade. É falta de estrutura.”

“Boa intenção não substitui método.”

“Sem alinhamento entre escola e família, o desenvolvimento trava.”

Essas afirmações deram sustentação conceitual ao congresso, reforçando que a inclusão exige método, estrutura e responsabilidade compartilhada.

Ainda no campo técnico, foram apresentados avanços científicos como os estudos com organoides cerebrais (minicérebros) conduzidos pelo pesquisador Alysson Muotri, inclusive com experimentos na Estação Espacial Internacional (ISS). Também foram destacadas abordagens como a ABA, além de recursos de comunicação como CAA e PECS, ampliando a compreensão sobre desenvolvimento e interação no TEA. Houve também alerta sobre os impactos do uso excessivo de telas no desenvolvimento neurológico infantil.

Foi nesse contexto de aprofundamento técnico que emergiu uma das falas mais incisivas da noite. O professor Rodrigo Barbosa Ribeiro, docente de Educação Física, trouxe ao debate uma cobrança direta: o descumprimento da legislação federal na Educação Infantil do município. Ao reconhecer a importância do evento, ele chamou atenção para a ausência de profissionais de Educação Física na pré-escola, classificando a situação como negligência pedagógica e desrespeito à Lei nº 9.394/1996 (LDB).

Fundamentando sua fala no Artigo 26, § 3º da LDB, o professor destacou que a Educação Física é componente curricular obrigatório da educação básica, o que inclui a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. Portanto, segundo ele, a ausência de profissionais habilitados nessa etapa inicial compromete diretamente o cumprimento da lei.

Sob uma análise técnica, Rodrigo Barbosa aprofundou o debate ao destacar que o movimento é base estruturante do desenvolvimento cognitivo, especialmente em crianças com TEA. Ele explicou que é na Educação Infantil que se consolidam padrões motores fundamentais e a organização espaço-temporal, elementos essenciais para o aprendizado futuro.

O professor também ressaltou que a atuação especializada, por meio de jogos e atividades dirigidas, contribui para o desenvolvimento da praxia fina e global, impactando diretamente no processo de alfabetização. Além disso, destacou que o ambiente esportivo funciona como um espaço de construção de habilidades sociais e regulação sensorial, fundamentais para a inclusão.

Ao encerrar sua fala, fez uma cobrança objetiva às autoridades municipais: a necessidade de adequação imediata do currículo à legislação federal. Segundo ele, sem a presença da Educação Física na base, há um comprometimento direto das políticas de inclusão e do desenvolvimento integral das crianças.

A realização do evento foi conduzida pela vereadora Fabiana Ferreira de Andrade, com participação das vereadoras Ana Paula Callegaro da Silva e Eluza Salvador Côrtes, reforçando o papel do Legislativo na condução de pautas estruturantes. A cobertura ficou por conta da Rádio Difusora, com Aristides dos Santos e Emerson de Paula.

O congresso encerrou-se com um eixo claro: inclusão exige estrutura, cumprimento da lei e ação coordenada entre ciência, educação e poder público.

#DifusoraSJN #AbrilAzul #Autismo #Inclusão #Educação


🔎 Síntese da reportagem

🎤 Palestrantes em destaque
Conteúdo técnico e vivência real conduziram o congresso

💬 Frases de impacto
Mensagens diretas reforçaram os limites entre discurso e prática

🧠 Ciência e desenvolvimento
Destaque para ABA, CAA, PECS e pesquisas avançadas

⚖️ Cobrança legal
Professor aponta descumprimento da LDB na Educação Infantil

🏛️ Compromisso institucional
Presença de autoridades e do Compede fortalece o debate

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Aristides Dos Santos

Formação: Graduação presencial em TV, Cinema, Rádio e Internet pela UNIBAN (Universidade Bandeirantes do estado de São Paulo), campus Osasco- SP. Habilitação: Trabalhos em audiovisual (cinema), atividades de radiodifusão RTV, produção de livros, revistas e jornais (impressos e digitais), criação e gestão de tráfego pago ou orgânico para internet

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