Covid-19 em Juiz de Fora: farmácias iniciam venda de autotestes; infectologista dá orientações
Produto está disponível também nos sites e valores variam de R$ 64,90 a R$ 69,90. Confira informações sobre como usar, tempo para o resultado e autorização.
A venda de autotestes de Covid-19, autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no dia 28 de fevereiro, começou nesta segunda-feira (7) em algumas farmácias de Juiz de Fora.
O g1 entrou em contato com as maiores redes de farmácia da cidade, que informaram que o produto já está disponível para compra nas prateleiras e também nos sites. Inicialmente, os preços variam entre R$ 64,90 e R$ 69,90.
A reportagem conversou, também, com um infectologista que falou sobre a eficácia e uso do autoteste. Confira abaixo.
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Venda em Juiz de Fora
As principais redes de farmácias de Juiz de Fora informaram nesta segunda-feira (7) que a venda presencial dos autotestes já começou. O produto também já está disponível para compra no site das empresas.
Veja abaixo o valor e o laboratório vendido em cada local:
Araújo
No site da rede Araújo, o teste disponível para compra é do fabricante Eco Diagnóstica e pode ser adquirido no valor de R$ 69,90. Na loja física, o valor é o mesmo e será disponibilizado conforme a quantidade disponível no estoque.
Na descrição disponibilizada pela rede é informado que o teste é indicado para indivíduos sintomáticos entre o 1° e 7° dia de sintomas ou assintomáticos a partir do 5° dia de exposição de risco.
O resultado fica pronto em 15 minutos.
Drogasil
No valor de R$ 64,90, o autoteste disponível para compra no site da Drogasil é da marca Novel e pode ser utilizado em crianças e adultos. O recebimento do produto nas lojas físicas está previsto para os próximos dias.
O tempo esperado para o resultado também é de 15 minutos. Nesta segunda, a reportagem entrou em contato via telefone com algumas unidades na cidade para saber se a venda física já foi iniciada, mas as ligações não foram atendidas.
Pacheco:
A rede drogarias Pacheco disponibilizou dois tipos de autoteste para venda, das marcas Kovalent e Eco Diagnóstica, ambos vendidos no valor de R$ 69,90. Por enquanto, o produto está disponível apenas na unidade da Rua Marechal Deodoro, no Centro da cidade, ou no site.
Pague Menos
No site da Pague Menos, o valor de compra é de R$ 69,90, do laboratório é o Eco Diagnóstica, e é apresentado como um teste para o público leigo; o resultado é uma espécie de triagem inicial.
“Testes mais específicos devem ser realizados para confirmar a infecção por SARS-CoV-2”, citou a descrição.
A compra presencial ainda não foi iniciada nas unidades da rede em Juiz de Fora.
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Autoteste Covid-19; entenda
O produto foi liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no último dia 28 de fevereiro e atende a um pedido do Ministério da Saúde.
Anteriormente, a agência havia adiado a decisão sobre o caso e alegou que a autorização para a comercialização de autotestes deveria fazer parte de uma política pública liderada pelo governo.
Diante do adiamento, o Ministério da Saúde enviou uma nota técnica para a Anvisa informando que os autotestes seriam incluídos como estratégia de triagem de novos casos de Covid-19 e fariam parte do Plano Nacional de Expansão de Testagem (PNE-Teste).
De acordo com o governo, os autotestes vão permitir a ampliação da oferta de testagem e permitir o isolamento precoce de doentes.
O que é?
O autoteste é parecido com o teste rápido, mas pode ser feito por leigos, em casa. O kit vem com um dispositivo de teste, tampão de extração, filtro e o swab – uma espécie de cotonete usado para a coleta nasal, a mais comum.
O chamado “teste de antígeno” é capaz de identificar o antígeno viral, que é uma estrutura do vírus que faz com que o corpo produza uma resposta imunológica contra ele – os anticorpos.
Os testes de antígeno detectam essas estruturas. Se ele dá positivo, significa que a pessoa está infectada no momento do teste – e pode infectar outras.
Segundo a própria Anvisa, é indicado utilizar o autoteste “entre o 1º e o 7º dia do início de sintomas como febre, tosse, dor de garganta, coriza (popularmente conhecida como nariz escorrendo), dores de cabeça e no corpo”.
Onde comprar?
De acordo com a decisão da Anvisa, os testes poderão ser adquiridos em farmácias, drogarias e outros estabelecimentos de saúde devidamente licenciados. A venda pela internet só será liberada se for feita pelas plataformas de estabelecimentos de saúde já autorizados.
Não será permitida venda de autoteste em site de e-commerce, como Amazon, Mercado Livre, entre outros. Governos poderão adquirir o produto e distribuí-lo à população. Ainda não há indicação, porém, de que o governo federal vá fazer a distribuição gratuita dos autotestes.
Infectologista explica
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Conforme o médico infectologista Marcos Moura, os testes de farmácia são de alta sensibilidade, portanto, no caso de pessoas infectadas pelo coronavírus e com sintomas, terão o resultado positivo.
Já para as pessoas infectadas, mas que estão assintomáticas, a orientação do especialista é de não fazer o autoteste, pois aumenta a chance de um falso negativo visto que a carga viral é muito baixa.
“As pessoas positivadas com sintomas realmente terão resultados positivos, mas as assintomáticas têm muita chance de receber um resultado de salso negativo. Porque o autoteste é de alta sensibilidade e a carga viral dos assintomáticos é muito baixa”, explicou.
Sobre a eficácia do produto, o médico explicou que eles têm uma bula bem definida, assim como os testes de gravides, diabetes e testes rápidos de HIV.
“Os erros que podem interferir em um resultado errado poderiam ser a manipulação errada do produto, a não conservação, danificação ou coleta de amostra inadequada”, afirmou.
Apesar disso, o especialista analisou a venda dos autotestes como algo positivo neste momento da pandemia.
“O próprio indivíduo em caso de sintomas já realiza a compra, faz e inicia o isolamento, evitando aglomerações e contaminação de outras pessoas. Mesmo que algumas pessoas tenham um falso negativo, o número populacional é baixo então pode sim funcionar como uma forma de frear a transmissão”, afirmou.
Por fim, Moura ressaltou que, em caso de sintomas gripais, é necessário procurar atendimento médico.
“As pessoas podem confundir os sintomas e testar inadequadamente. Como a Covid-19 não tem medicação específica, precisa sim de uma avaliação”, concluiu.

