Dia Mundial da Saúde Ocular: Especialista alerta sobre exames de vista ilegais. E alerta: “Não existe reposição de olhos”
Aristides dos Santos / Crédito das informações: Dr. Luciano Arantes, oftalmologista da Associação dos Aposentados de São João Nepomuceno e da Associação dos Cegos de Juiz de Fora – Imagens: Luciano e Aristides
SAÚDE OCULAR EXIGE ATENÇÃO E RESPONSABILIDADE: ALERTA PARA EXAMES CLANDESTINOS E USO INDEVIDO DE ÓCULOS


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No Dia Mundial da Saúde Ocular, especialista com mais de três décadas de atuação e representante da Sociedade Mineira de Oftalmologia reforça os perigos de práticas ilegais e hábitos modernos que comprometem a visão
São João Nepomuceno, quinta-feira, 10 de julho de 2025 — No Dia Mundial da Saúde Ocular, celebrado nesta quinta-feira, o médico oftalmologista Dr. Luciano Arantes, de 60 anos, formado em 1990 pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e representante da Sociedade Mineira de Oftalmologia, faz um importante alerta à população: a saúde dos olhos exige responsabilidade, acompanhamento médico e atenção redobrada diante de práticas irregulares que vêm se espalhando pelo interior mineiro.
Ele destacou que em Pequeri, no dia 1º de junho, e em Bicas, no dia 5 de junho, foram denunciadas ocorrências envolvendo exames de vista oferecidos gratuitamente, com o objetivo de impulsionar a venda de óculos, mas sem a presença de médicos oftalmologistas. Em ambos os casos, a Polícia Militar foi acionada e os responsáveis foram identificados como não habilitados para exercer a medicina. Os exames ocorreram em uma igreja e em uma clínica de fisioterapia, respectivamente- a informação foi confirmada pela Polícia Militar de Bicas. Inclusive, antes da ação policial, este mesmo trabalho seria realizado em São João Nepomuceno, ludibriando a boa fé pública.
“Essas ações colocam a população em risco, pois exames feitos por leigos não detectam doenças oculares graves como glaucoma, catarata, degenerações da retina ou doenças do nervo óptico. Além disso, dão ao paciente a falsa sensação de segurança, o que pode atrasar diagnósticos e comprometer a visão de forma irreversível”, pontua o Dr. Luciano.
Outro risco crescente, segundo ele, está na popularização de óculos de grau vendidos em camelôs ou pela internet. “Sem prescrição médica, essas lentes podem mascarar sintomas e piorar problemas refrativos ou funcionais, além de causar cefaleias, tonturas e confusão visual”, adverte.
Dr. Luciano também observa uma mudança alarmante no perfil de pacientes com queixas oftalmológicas: o número de crianças entre 3 e 5 anos com miopia precoce, fadiga visual e ressecamento ocular aumentou drasticamente. A causa, segundo ele, está ligada à superexposição a telas de celulares, tablets e computadores.
“A visão infantil ainda está em desenvolvimento. O uso prolongado de telas impacta negativamente esse processo e pode gerar consequências permanentes”, explica.
Com mais de 30 anos de experiência, o médico reforça que apenas oftalmologistas — formados em medicina e especializados na área — são legalmente habilitados para diagnosticar e tratar as doenças dos olhos. Ele recomenda consultas regulares, especialmente para crianças e idosos, e reforça: “os olhos não têm peça de reposição. É preciso cuidado, prevenção e responsabilidade profissional”.
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