Mais Notícias aquiO Brasil e o Mundo

FaceApp: os termos de privacidade que você aceitou escondem ‘risco absurdo’

Em tempos de febres digitais, como o FaceApp, o aplicativo que transforma as pessoas em velhos, nunca é demais lembrar que não existe almoço grátis – e que o preço deste viral é contabilizado em dados privados, cedidos para a empresa criadora do app. Você provavelmente aceitou os termos sem ler; o Estado de Minas leu e traz aqui a análise especializada sobre o conteúdo. “Esses dados biométricos, quando captados de maneira tão obscura, representam um risco absurdo, porque são muito sensíveis e pessoais”, alerta Alexandre Atheniense, especialista em direito digital.

O documento com a política de privacidade do FaceApp tem, ao menos, 25 problemas, de acordo com especialistas consultados pela reportagem. Existem muita lacunas, falta de transparência, ausência de informações claras e expressas quanto à finalidade de tratamento dos dados coletados. “Sobretudo por se tratarem de dados sensíveis, caso ocorra um vazamento, o dano causado paras as pessoas será bem maior”, diz o especialista.

Uma das falhas mais graves é um tópico sobre a coleta dos dados. O ítem fere tanto o princípio da transparência como o da finalidade, já que não deixa claro de que forma são efetivamente utilizados os dados coletados, bem como quais são esses dados, para melhorar a experiência do usuário. Além do mais, a coleta de informações como visita de website em um primeiro momento não tem nenhum relação com o serviço fornecido pelo aplicativo.

Na visão de Atheniense, a falta de consciência quanto ao tema pode ser comparada ao que se via no Brasil antes de 1990: o brasileiro médio tinha pouco conhecimento sobre direitos na relação de consumo. Foi quando o Código do Consumidor resolveu isso. “Temos situação equivalente sobre o cidadão desconhecer totalmente o valor e o risco que representam contratos como esse, que lidam com dados sensíveis e ao mesmo tempo podem causar danos incomensuráveis”, explica.

“As pessoas não têm noção do risco que passam e como é valiosa essa informação que elas espontaneamente cedem a troco de uma foto diferente. Não se sabe como esses dados vão ser tratados e isso é uma coisa perigosa. Precisamos sempre fazer um trabalho de criar essa consciência”. A reportagem entrou em contato com a WireLabs, a empresa responsável pelo app, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

FONTE: ESTADO de MINAS

Compartilhe

Israel Malthik

Nasceu em São João Nepomuceno. É Técnico em Administração e Fotografia Artística. Foi fotógrafo da APCEF (Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal), freelancer em jornais como Estado de Minas e Agência Minas. Premiado por diversos clubes e grupos fotográficos. Atualmente é fotojornalista da Rádio Difusora de São João Nepomuceno. Israel Malthik também foi atuante, como fotógrafo, em editoriais de moda em grandes marcas da Zona da Mata Mineira. Atualmente além de ser o proprietário da Malthik Fotografia, realizando casamentos, batizados e eventos, é sócio-proprietário na empresa Cuidarte Home Care.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *