Julgamento: Tribunal do Júri dá o veredicto à réu, acusado de homicídio em Rochedo de Minas; Vereador, filho e nora perderam a vida na MG- 126. Detalhes na reportagem
Reportagem e fotos Aristides dos Santos / Crédito das informações: sessão do Tribunal do Júri da Comarca de São João Nepomuceno
⚖️ JULGAMENTO DE JOVEM ACUSADO DE HOMICÍDIO EM ACIDENTE QUE MATOU VEREADOR, FILHO E NORA EM ROCHEDO DE MINAS MOVIMENTA SÃO JOÃO NEPOMUCENO
✓ O Tribunal do Júri acolheu a denúncia do Ministério Público e reconheceu a prática de três homicídios simples por parte do réu I.L., 23 anos, de Bicas (MG).Com base no voto popular, a juíza Elisa Eumênia Mattos Machado Penido realizou a dosimetria da pena, aplicando o princípio da humanidade e evocando jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF).
✓ Ele foi sentenciado Há 9 anos, 07 meses e 06 dias de prisão em regime fechado mas poderá recorrer em liberdade. A Defesa disse à reportagem que não concordou com o desfecho do caso e irá apelar para reformar a sentença.
✓ Foi imputada uma pena de cinco salários mínimos para cada crime julgado aos jurados faltosos (a juíza não informou quantos faltaram), contudo, isso não prejudicou o julgamento porque são convocados em número maior, uma seleção posterior define Quem faria parte, de fato, do Conselho de Sentença.
✓ Ouça algumas entrevistas, ao final da reportagem


📻97,3 FM / 💻www.difusorasjn.com.br / 📌 São João Nepomuceno – MG
Sessão do Tribunal do Júri começou às 9h desta terça-feira (07) no Fórum Desembargador Ananias Varella de Azevedo. Caso envolve tragédia ocorrida em 2021, que vitimou o vereador de Rochedo de Minas, o filho e a nora.
SÃO JOÃO NEPOMUCENO, terça-feira, 07 de outubro de 2025 — Teve início às 9h da manhã desta terça-feira, no Fórum Desembargador Ananias Varella de Azevedo, o julgamento do jovem I.L., agora com 23 anos (19 na época do acidente), morador de Bicas (MG), acusado de homicídio com dolo eventual no acidente que matou o vereador Carlos César Oliveira Araújo (56), o filho Carlos Henrique Araújo (26) e a nora Franciely Oliveira (25), no km 32 da MG-126, em Rochedo de Minas, no mês de maio de 2021.
O julgamento ocorre pouco mais de quatro anos após a tragédia, e se estendeu ao longo do dia, encerrando-se por volta das 22h40, sob a presidência da juíza Dra. Elisa Eumênia Mattos Machado Penido, titular da Comarca de São João Nepomuceno. O caso mobilizou familiares, amigos, autoridades e a população local, que acompanharam o desfecho de um dos processos mais emblemáticos da região.
Entre os presentes, estiveram Mateus Araújo (sobrinho do vereador), Leila Cristina (viúva do vereador e mãe de Carlos Henrique- na foto segurando a camiseta) e Maria José Oliveira (mãe de Franciely), além do ex-prefeito de Rochedo de Minas, Sérgio Coleta, de quem Carlos César foi vice-prefeito em Rochedo de Minas.
Parte dos familiares do réu I.L. também compareceram à sessão do júri, permanecendo no plenário durante o julgamento.
Uma comitiva de familiares e amigos das vítimas (foto acima) também se deslocou até São João Nepomuceno para acompanhar o julgamento, levando faixas, fotos e mensagens em homenagem às três vítimas da tragédia.
Ele se manifestaram em silêncio utilizando camisas com a estampa das vítimas, não houve incidentes do interior do Fórum ou nas proximidades.
⚖️ ESTRUTURA DO JULGAMENTO
O caso foi conduzido pela juíza Dra. Elisa Eumênia Mattos Machado Penido, que assinou uma portaria proibindo fotos no Tribunal do Júri (protegendo o corpo de jurados), com a promotora de Justiça Natália Salomão de Pinho (foto abaixo) representando o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG)– titular da acusação. As fotos dessa reportagem foram feitas no ambiente externo.


A defesa do acusado ficou sob responsabilidade do advogado Dr. Nelson Rezende Júnior (foto abaixo), renomado profissional da Comarca de Juiz de Fora. Já a assistência de acusação, contratada pela família das vítimas, foi exercida pelos advogados Dr. Pedro Augusto Rezende e Dr. Galvão Duarte (foto acima) que acompanham o caso desde o início.

Durante o julgamento, acusação e defesa se revezaram nos debates e na tréplica, buscando convencer o Tribunal do Júri sobre suas respectivas teses.
O Ministério Público sustentou que o réu dirigia embriagado e em zigue-zague pela rodovia MG-126, após ter ingerido bebida alcoólica em Maripá de Minas, assumindo o risco de provocar a colisão — o que caracteriza homicídio com dolo eventual, quando há consciência e aceitação do risco de morte.
A defesa, por sua vez, contestou a acusação, afirmando que não havia provas de ingestão de bebida alcoólica, uma vez que não foi realizado exame de bafômetro e que os médicos não foram categóricos quanto à presença de odor etílico no hálito do réu. A defesa ainda sustentou que o veículo não trafegava em zigue-zague e que o acusado não teria agido com dolo, mas de forma culposa (causou as mortes mas sem a intenção).
Caberia, portanto, ao Tribunal do Júri decidir entre as teses de absolvição, culpabilidade, dolo ou dolo eventual, ficando a dosimetria da pena e a homologação do resultado sob responsabilidade da magistrada Dra. Elisa Eumênia Mattos Machado Penido.
Independente do veredito, a defesa poderá recorrer da sentença em instância superior.
🕊️ A TRAGÉDIA
O acidente ocorreu em maio de 2021, quando o vereador Carlos César Araújo, o filho e a nora retornavam de São João Nepomuceno para Rochedo de Minas. O carro da família foi atingido de frente por uma caminhonete conduzida pelo jovem, que invadiu a contramão da rodovia. As três vítimas morreram em decorrência da colisão, e o condutor da caminhonete foi socorrido e hospitalizado.
A Polícia Civil de São João Nepomuceno concluiu o inquérito em julho de 2021, apontando responsabilidade exclusiva do motorista. O Ministério Público, em seguida, denunciou o acusado por homicídio com dolo eventual, alegando que ele dirigia sob efeito de álcool e em alta velocidade, assumindo o risco de causar óbitos.
🗣️ COMOÇÃO E EXPECTATIVA
No último sábado (04), às 9h da manhã, familiares e amigos realizaram uma manifestação pacífica no calçadão de São João Nepomuceno, pedindo justiça e relembrando as três vítimas da tragédia. Cartazes, faixas, fotos e mensagens emocionaram os presentes, evidenciando o clamor por uma resposta judicial após mais de três anos de espera.
📌 Síntese da ocorrência (por tópicos):
- ⚖️ Julgamento iniciado às 09h desta terça (07/10/2025), no Fórum Des. Ananias Varella de Azevedo, em São João Nepomuceno.
- 👩⚖️ Presidido pela juíza: Dra. Elisa Eumênia Mattos Machado Penido, titular da comarca.
- 👨⚖️ Réu: I.L., 23 anos, natural de Bicas (MG).
- 📅 Processo chega ao Júri quatro anos após o acidente.
- 🧾 Acusação: homicídio com dolo eventual (art. 121 do Código Penal).
- 👩⚖️ Promotora: Natália Salomão de Pinho (MPMG).
- ⚖️ Defesa: Dr. Nelson Rezende Júnior, advogado de Juiz de Fora.
- 👨🏻💼 Assistência de acusação: Dr. Pedro Augusto Rezende e Dr. Galvão Duarte.
- ⚔️ Debates e réplica: Ministério Público manteve tese de embriaguez e direção perigosa; defesa alegou ausência de prova técnica e dolo.
- 🧑⚖️ Júri decide sobre absolvição, culpa ou dolo eventual; juíza fará dosimetria e homologação.
- 📜 Defesa poderá recorrer da sentença.
- 👨👩👧👦 Presentes: Mateus Araújo, Leila Cristina, Maria José Oliveira e Sérgio Coleta.
- 🕯️ Manifestação pública: sábado, 04/10, às 09h, no calçadão de São João Nepomuceno.
- 🚨 Comitiva de familiares e amigos acompanhou o julgamento durante todo o dia.
(Atualização com o resultado do julgamento será inserida posteriormente nesta reportagem.)
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