Estatísticas: taxas de homicídios, furtos/roubos e crimes violentos caem drasticamente em São João Nepomuceno
O capitão Vernay recebeu o radialista e produtor audiovisual Aristides dos Santos, no fim de semana, para apresentar um levantamento, por ele encomendado, sobre os índices de criminalidade em São João Nepomuceno. Confira o resultado da conversa:
Embora a 136ª Cia abranja dez cidades da região, todas na área de alcance da Rádio, o foco inicial da reportagem é a sede da Companhia, uma vez que São João Nepomuceno é a maior destas cidades e sede da rádio. Nosso município alcançou, há 5 anos, números preocupantes na segurança pública, o mais preocupante deles, a taxa de homicídios.
Até o momento ( fechado em 20/09), foram 2 homicídios,145 furtos, 8 roubos e 7 crimes violentos com 163 prisões /apreensões ( não necessariamente relacionadas aos crimes deste ano).
Contudo, vivemos o melhor momento de lá para cá.

Na gestão do Capitão Vernay, podemos visualizar a manutenção da pacificação social verificada nos dois anos anteriores e uma tendência de intensificação dos bons números.
Sobre o pedido de levantamento, o próprio capitão citou a necessidade de diálogo da Polícia Militar com a comunidade. Ele entende que é importante uma prestação de contas sobre as ocorrências e a resposta do policiamento, seja relatando o saldo das abordagens, do monitoramento de locais, pessoas e acontecimentos suspeitos e o cumprimento de mandados de busca, apreensão e prisão.
( Neste ano) Até o momento ( fechado em 20/09), foram 2 homicídios,145 furtos, 8 roubos e 7 crimes violentos com 163 prisões /apreensões ( não necessariamente relacionadas aos crimes deste ano).
Conversamos com ele sobre estes assuntos e a importância da mídia na segurança pública, mídia que nem sempre é parceira da sociedade e da polícia, nem tanto pela omissão, mas pela distorção dos fatos e da atuação da polícia na sociedade.
Para nós, no entanto, o policial, embora seja empregado na segurança pública à serviço do Estado, é um cidadão com família, pais, filhos, uma vida para viver, embora também sujeito à erros que, um bom comando não deixa passar.
Sobre as mídias, pelo menos a Rádio não deixa de perceber a devoção e, eventualmente, sacrifício de muitos policiais para salvar vidas em calamidades e defender a sociedade das ameaças provenientes de atividades criminosas.
As quedas ( nos índices de criminalidade) floresceram no canteiro do trabalho árduo e contínuo de policiamento ostensivo.

1-O PRIMEIRO SEMESTRE DOS 5 ÚLTIMOS ANOS:
Vistos os dois comparativos acima, agora vamos analisar o período de janeiro à agosto deste ano, primeiro semestre da atual gestão, com períodos idênticos em anos anteriores.
Obtemos também que o primeiro semestre de 2019 foi o mais violento em 5 anos e o primeiro semestre deste ano o mais pacífico.
O primeiro semestre deste ano foi o período mais pacífico (em 5 anos).
Em todos os quesitos, houve uma drástica redução nos índices de criminalidade, que já vinham decaindo mês após mês. Na gestão do Capitão Vernay, podemos visualizar a manutenção da pacificação social verificada nos dois anos anteriores e uma tendência de intensificação dos bons números.
Veja a taxa de redução fornecida pela Cia. que fundamenta a conclusão:
Furto: 20,71%
Roubo: 46,67%
Homicídio Consumado: 75%
Crimes violentos: 45%
Mas, o que explicam os números altíssimos naquela época e os mais baixos agora?
Entre um extremo e o outro está a operação “Start Over”.
Obs. Muitas pessoas não conseguem diferenciar o furto do roubo, a diferença é o emprego violência ou grave ameaça para a obtenção de algum bem. Isso caracteriza o roubo, no furto, a subtração se dá de forma mais silenciosa, as vezes por descuido, distração ou ausência da vítima ou ainda outros meios, como o arrombamento, sem uso de violência ou ameaça contra a vítima.
No furto, a subtração se dá de forma mais silenciosa, às vezes por descuido, distração ou ausência da vítima ou ainda outros meios, como o arrombamento, sem uso de violência ou ameaça contra a vítima
2- TAXA DE HOMICÍDIOS:
Aqui a referência será o antes e o depois da “OPERAÇÃO START OVER”:
A- No período do 2ºsemestre de 2019 ao 1º semestre de 2021 (24 meses) obtemos o total de 43 registros de homicídios consumados ou tentados.
Comentário da reportagem:
As rixas entre gangues de bairro, com os “acertos de contas” e “revanche”, colocaram os números desta modalidade de crime “nas alturas”. Devido ao destaque dado pela mídia local e regional, São João Nepomuceno ganhou a fama em outros municípios (má fama) de cidade violenta.
Naquela época, eventos de grande porte, como o carnaval e as festas de virada de ano, foram severamente prejudicados com o esvaziamento do público ou o cancelamento das festas.
Mediante ao “clamor público”, foi executada uma grande operação, denominada “Start Over” e outras subsequentes, o que desarticulou o tráfico de drogas na cidade, as operações resultaram em 60 prisões. Essa foi a resposta da polícia ao alto índice de homicídios.
Abaixo segue o seu reflexo.
B- Período posterior à Operação. No somatório do 2º semestre de 2021 ao 1º semestre de 2023 (24 meses) obtemos 18 boletins de ocorrência de homicídios tentados e consumados
Resumo: o volume de ocorrências caiu de 43 para 18. Neste ano, até o momento, foram 2 casos.
De acordo com ele, as recorrentes operações policiais iniciadas nos anos anteriores, e agora intensificadas, conseguiram efetuar prisões significativas relacionadas ao tráfico de drogas, inibindo os confrontos entre gangues e reduzindo a sensação de impunidade e tornando São João Nepomuceno “uma cidade melhor para se viver”.
COMPARATIVOS “ANTES” E “DEPOIS” DA OPERAÇÃO:
Os dados que consideram o ano de 2023, ainda em curso, os dados foram considerados apenas para monitorar tendência de queda, estando em vista o fato de faltarem pouco mais de 3 meses para término do ano.
Crimes violentos (ocorrências com emprego de violência ou ameaça contra a vítima):
Pico: 91 casos entre 2019 – 2020
Baixa: 45 casos entre 2022- 2023
Homicídios Consumados:
Pico: 33 casos entre 2019-2020
Baixa: 10 casos entre 2022- 2023
Furto ( subtração sem uso de violência ou grave ameaça):
Pico: 530 casos entre 2019-2010
Baixa: 347 casos entre 2022-2023
Roubo (subtração com uso de violência ou grave ameaça):
Pico: 30 casos entre 2019 – 2020
Baixa: 19 casos entre 2022- 2023
CONCLUSÃO:
Considerados apenas os primeiros semestres, para comparar o status atual, com os períodos equivalentes anteriores, nota-se drástica queda nos números. Como diz o comandante isso não foi ao acaso, as quedas floresceram no canteiro do trabalho árduo e contínuo de policiamento ostensivo, iniciado por seus antecessores e intensificados agora.
Ele também nos apresentou um planejamento, através do qual, chegamos a seguinte conclusão: se a viatura passou perto de você neste momento, é por que está de olho em alguém listado como suspeito ou com passagem pela polícia ou justiça, local de práticas criminosas recorrentes, situação suspeita informada pelo 190 ou flagrada por câmeras- que permitiram várias das prisões citadas- ou, no mínimo, em cumprimento de Ordem de Serviço, baseada em presença em postos estratéticos ou de maior fluxo de pessoas.
Levantamento Aristides dos Santos / Fonte: 136ª Cia PM

