Maioria dos brasileiros apoia a interrupção da gravidez resultante de estupro
A maioria dos brasileiros apóia a interrupção da gestação em segurança, por um serviço de saúde, quando ela é resultado de estupro.
Pelo menos é o que revela a pesquisa Percepções sobre estupro e aborto previsto por lei, dos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva.
O levantamento foi realizado de maneira online entre os dias 1º e 14 de setembro com 2 mil homens e mulheres de 16 anos ou mais, em todo o Brasil.
A Agência Brasil divulgou os resultados do levantamento, que revela que o apoio ao aborto, nesse caso, é de 82% dos brasileiros.
Além disso, 88 em cada 100 entrevistados avaliam que toda cidade deveria ter um serviço de aborto previsto na legislação, para que a vítima possa escolher sobre a continuidade ou não da gestação.
Também merece destaque o fato que o crime de estupro é uma realidade próxima da população. Isso porque 52% dos entrevistados conhecem uma menina ou mulher que já foi vítima e 16 em cada 100 mulheres disseram ter sofrido violência sexual.
Entre as mulheres, 95% revelaram ter medo cotidiano de serem estupradas e quase todos os homens, 92% deles, têm medo que sua filha, mãe, esposa ou namorada sejam vítimas do crime.
De acordo com o Código Penal Brasileiro, estupro é constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.
É um crime hediondo – inafiançável, portanto.
De acordo com a mais recente edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou um estupro a cada 8 minutos em 2019.
Foram 66 mil 123 casos registrados nas delegacias de todo o país, sendo a maior parte das vítimas do sexo feminino, quase 86%.
Em 84 de cada 100 casos, o criminoso era conhecido da vítima: familiares ou pessoas de confiança.
FONTE: RÁDIO2

