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Médico denuncia interdição de salas cirúrgicas do HPS

Defeitos em aparelhos específicos afetaria dois dos três espaços destinados a cirurgias do hospital

A Câmara Municipal de Juiz de Fora recebeu vários representantes da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) para debater a situação da prestação do serviço no Hospital Geraldo Mozart Teixeira (HPS). Durante o encontro, o vereador Sargento Mello Casal (PTB) apresentou um documento assinado pelo chefe do Serviço de Anestesiologia do HPS, o médico Leandro Cesário Raso, que relatou a interdição de duas das três salas de operação do centro cirúrgico do HPS, comprometendo procedimentos no aparelho de saúde.

No documento enviado aos vereadores, o médico pontuou que, por determinação do Conselho Federal de Medicina, cada sala de cirurgia deve dispor de um aparelho de anestesia e um monitor multiparâmetros. “Realmente, estamos com duas das três salas totalmente paralisadas por defeito nos dois aparelhos de anestesia.” O profissional disse ainda que a terceira funcionaria de forma precária. “A sala com funcionamento deficiente se deve pelo fato de o aparelho de anestesia estar funcionando parcialmente, ventilando somente no modo por pressão, sendo que já ocorreu de o mesmo não conseguir ser iniciado para funcionamento”, afirma no documento.

Ainda de acordo com o relato do profissional, no dia 20 de setembro, a Secretaria de Saúde da PJF teria solicitado à Santa Casa de Misericórdia o empréstimo de dois aparelhos de anestesia. Segundo o médico, o fato teria ocorrido sem que ele fosse consultado, o que o deixou surpreso. “Dos dois que vieram, um apresentou defeito, não podendo ser colocado para uso. Ambos são bastante limitados, não podendo ser usados em crianças, pacientes obesos e pacientes com pneumopatia.”

Contratação de empresa de manutenção se arrasta desde 2019

O médico ainda apresentou um levantamento feito por ele sobre as últimas manutenções feitas nos três aparelhos de anestesia do HPS. Segundo ele, o último contrato vigente expirou entre o fim de 2018 e o início de 2019. O médico ainda relatou que, desde então, entraves burocráticos impediram a renovação do contrato com a empresa responsável pela manutenção, situação que se arrasta nos últimos anos.

Durante a reunião, Sargento Mello não foi o único vereador a fazer questionamentos sobre a situação e outros problemas do HPS. Vários parlamentares se manifestaram. O vereador Bejani Júnior (Podemos) apresentou um vídeo em que fez visitas para fiscalizar as unidades hospitalares da cidade. Por parte da Prefeitura, representantes da direção do HPS e dos postos de comando da Secretaria de Saúde se manifestaram para defender a gestão da saúde pública de Juiz de Fora.

Direção do HPS afirma que falta finalizar contrato

O primeiro a falar foi o diretor-geral do HPS, Leandro Lopes. “Não é que não temos recursos provisionados. Nós temos uma LOA (Lei Orçamentária Anual) em que foi provisionado o valor. O que não terminou foi o processo de contratação (de empresa responsável pela manutenção dos aparelhos). O que falta é finalizar o contrato. A burocracia é um problema. Mas é um problema nacional. Somos regidos por leis e leis que nos torturam”, pontuou. Leandro Lopes ressaltou que não “está justificando o problema”. “Tão logo eu tive conhecimento, tomei as providências necessárias e, hoje, o processo está na Procuradoria-Geral do Município, para sua finalização, trâmites estes considerados normais”, disse, pontuando que assumiu a direção do hospital em 3 de agosto.

Secretária municipal de Saúde, Ana Pimentel afirmou que “a pandemia ainda não acabou”. “Mais que debater o HPS, estamos debatendo nossa rede hospitalar como um todo”, justificou a secretária, ressalvando que não é só o HPS que realiza cirurgias na rede municipal. “Quando começou a pandemia, o Município de Juiz de Fora conseguiu dar respostas organizando sua rede hospitalar. Atravessamos momentos dramáticos. Abrimos leitos e conseguimos dar respostas. Nesse momento, diante da situação de melhora da pandemia, estamos desmobilizando os leitos direcionados à Covid-19, redirecionando estes leitos para outros atendimentos.”

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Israel Malthik

Nasceu em São João Nepomuceno. É Técnico em Administração e Fotografia Artística. Foi fotógrafo da APCEF (Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal), freelancer em jornais como Estado de Minas e Agência Minas. Premiado por diversos clubes e grupos fotográficos. Atualmente é fotojornalista da Rádio Difusora de São João Nepomuceno. Israel Malthik também foi atuante, como fotógrafo, em editoriais de moda em grandes marcas da Zona da Mata Mineira. Atualmente além de ser o proprietário da Malthik Fotografia, realizando casamentos, batizados e eventos, é sócio-proprietário na empresa Cuidarte Home Care.

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