Cidade e RegiãoMais Notícias aqui

Noite de homenagens na cerimônia do Dia do Soldado no Tiro de Guerra de São João Nepomuceno

Soldados são considerados a base da Defesa nacional. Vão ao combate, lutam, defendem e protegem com propriedade o bem maior do País que é a nação brasileira. Ser soldado vai além da primeira formação na instituição militar. Todos aqueles que servem à Pátria são considerados eternos soldados. E, em mais um ano, esses militares receberam a devida homenagem.

Durante a noite do dia 25 de agosto, aconteceu uma cerimônia no Tiro de Guerra de São João Nepomuceno, homenageando os soldados que estão na ativa e também ao exército brasileiro pelos seus feitos e seu trabalho.

Entre os presentes, estava dezenas de familiares dos atiradores que estão servindo neste ano, além do presidente da Câmara Municipal, vereador Írio Henriques Furtado Filho, o prefeito de São João Nepomuceno, Ernandes José da Silva, além de representantes do Conselho de Segurança Publica, Conselho Municipal de Esportes, e lideranças de Associações de bairros.

No período da manhã, uma justa homenagem ao ex-chefe de instrução do TG, o capitão José Maria Matilde dos Reis, o sargento Matilde falecido em 2 de julho desse ano, e que por mais de vinte anos esteve a frente da instrução dos atiradores são-joanenses.

No descerramento da placa que anuncia o nome da Sala de Instruções, os familiares do homenageado e o ex atirador da época do Sgt. Matilde, o secretário municipal de Governo, Márcio Américo Lima Verardo tiveram a honra de retirar o pano e revelar o registro.


Sala de Instruções Capitão José Maria Matilde dos Reis com descerramento da placa (Foto: tiro de Guerra) Na foto presentes, o comandante do Tiro de Gerra, Subtenente Souza, secretário municipal de Governo, Márcio Américo Lima Verardo, Presidente da Câmara de Vereadores, Írio Henriques, Prefeito Ernandes e vice-prefeito Sebastião Barbosa.

Na sexta-feira, dia 24 de agosto, durante a noite aconteceu uma missão com a presença de militares da Polícia Militar, Polícia Civil e Exército, para abençoar os soldados presentes na cidade de São João Nepomuceno.

Destaque

Entre os destaques da noite, ficou para a carta expedida pelo Comandante do Exército Brasileiro, General Villas Bôas, que emocionou aos presentes e fez com que o Diretor do TG, o prefeito Ernandes, quebrasse o protocolo, solicitando que fosse lida mais de uma vez.

Segue a carta do General Villas Bôas

Ordem do Dia
Dia do Soldado 25 Agosto 2018

Em 1º de Março de 1845, Caxias, então vencedor da Guerra dos Farrapos, celebrou a Paz de Ponche Verde. A conclamação final sintetizava seu espírito pacificador: “Abracemo-nos e unamo-nos, não peito a peito, mas ombro a ombro, em defesa da Pátria, que é a nossa mãe comum”, mostrando que somente a superação dos antigos e injustificáveis antagonismos abriria caminho para a construção de um futuro grandioso.

Ao celebrarmos 215 anos de seu nascimento, nunca foi tão importante ao Brasil enaltecer as qualidades desse brasileiro exemplar.

Os herdeiros de Caxias têm se superado, diariamente, para honrar seu legado, ao atuar, de forma anônima e abnegada, em benefício da população, onde e quando for preciso.

Hoje, passados dois séculos de seu batismo de fogo, o espírito pacificador de Caxias, mais do que nunca, faz-se necessário ao Brasil.

Vivemos uma era de conflitos e incertezas, na qual os individualismos se exacerbaram e o bem comum foi relegado a segundo plano.

Perdemos a disciplina social, a noção de autoridade e o respeito às tradições e aos valores, o que nos tornou uma sociedade ideologizada, intolerante e fragmentada. Estamos nos infelicitando, diminuindo nossa autoestima e alterando nossa identidade.

Somos um grande país, que não consegue vislumbrar um projeto para o seu futuro, nem, tampouco, identificar qual o papel a exercer no concerto das nações.

Para superar tantos desafios, tornou-se frequente o emprego das Forças Armadas em missões variadas, como as de garantia da lei e da ordem, atendendo prontamente ao chamado de diversas Unidades da Federação.

Atuamos no Rio Grande do Norte, no Espírito Santo e, particularmente, no Rio de Janeiro, onde a população alarmada deposita esperanças em uma intervenção que muitos, erroneamente, pensam ser militar.

Passados seis meses, apesar do trabalho intenso de seus responsáveis, da aprovação do povo e de estatísticas que demonstram a diminuição dos níveis de criminalidade, o componente militar é, aparentemente, o único a engajar-se na missão.

Exigem-se soluções de curto prazo, contudo, nenhum outro setor dos governos locais empenhou-se, com base em medidas socioeconômicas, para modificar os baixos índices de desenvolvimento humano, o que mantém o ambiente propício à proliferação da violência.

Apesar de admitirmos que as leis vigentes devam ser modificadas com urgência, continuamos a proceder com naturalidade em face à barbárie de perder mais de 63.000 vidas por ano.

Enquanto isso, há soldados nas fronteiras, ainda que lhes faltem recursos para uma eficaz e rápida atuação.

Há soldados em Pacaraima, porta de entrada da Venezuela para o Brasil, tentando minimizar uma tragédia humanitária, que está sendo acompanhada com preocupação pela comunidade internacional.

Há soldados distribuindo água no semiárido nordestino há mais de 15 anos.

Há soldados trabalhando na nossa infraestrutura, na distribuição de vacinas, e na garantia da votação e apuração.

Soldados foram chamados para vistoriar presídios e superar a grave crise de abastecimento, só contornadas graças ao espírito conciliador que trazem dentro de si.

Vivemos tempos atípicos. Valorizamos a perda das vidas de uns em detrimento das de outros. Há quatro dias, durante operações no Rio de Janeiro, perdemos o cabo Fabiano de Oliveira Santos e o soldado Marcus Vinícius Viana Ribeiro, ambos do 2º Batalhão de Infantaria Motorizado, além do soldado João Viktor da Silva, do 25º Batalhão de Infantaria Paraquedista. Suas mortes tiveram repercussão restrita, que nem de longe atingiram a indignação ou a consternação condizente com os heróis que honraram seus compromissos de defender a Pátria e proteger a sociedade.

Como eles, há soldados das três Forças Armadas que têm sacrificado suas vidas para que o futuro do Brasil seja diferente. É chegada a hora de dizer basta ao diversionismo, à radicalização retrógrada e à fragmentação social.

Urge retomar o espírito pacificador de Caxias, que soube, respeitando as diferenças, encontrar um caminho de sinergia e de coesão para o País.

Meus comandados!

É preciso que busquemos a união, com espírito público, sacrifício e ética.

O Brasil tem pressa para reencontrar sua identidade.

Que as inúmeras virtudes do “Duque de Ferro” nos sirvam de inspiração.

Que nessa hora, coberta de dúvidas, sejamos corajosos para nos despojarmos daquilo que nos desagrega.

Nós, soldados da Pátria, não podemos temer. O Brasil e os brasileiros serão sempre a nossa servidão.

Gen Ex Eduardo Villas Boas

Comandante do Exército Brasileiro

SOLDADO DO EXÉRCITO!

POR VOCÊ! POR TODOS!

Rádio Difusora FM 97,3
Informação com responsabilidade

Compartilhe

Israel Malthik

Nasceu em São João Nepomuceno. É Técnico em Administração e Fotografia Artística. Foi fotógrafo da APCEF (Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal), freelancer em jornais como Estado de Minas e Agência Minas. Premiado por diversos clubes e grupos fotográficos. Atualmente é fotojornalista da Rádio Difusora de São João Nepomuceno. Israel Malthik também foi atuante, como fotógrafo, em editoriais de moda em grandes marcas da Zona da Mata Mineira. Atualmente além de ser o proprietário da Malthik Fotografia, realizando casamentos, batizados e eventos, é sócio-proprietário na empresa Cuidarte Home Care.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *