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Ômicron faz deste o pior momento da pandemia para as crianças, diz especialista

Com aumento de casos em janeiro, especialistas recomendam reforçar cuidados preventivos e evitar aglomerações recreativas

Apesar da variante Ômicron estar se mostrando, até o momento, mais branda que as anteriores, o aumento no número de casos em janeiro alarmou os especialistas. De acordo com infectologistas, os não vacinados são os mais atingidos, dentre eles as crianças. Essa faixa etária só começou a receber o imunizante em meados de janeiro e, por isso, deve redobrar os cuidados para evitar o contágio neste momento.

Para o infectologista e pediatra Mário Novaes, “o cenário é o pior em toda a pandemia para as crianças. E, se continuar desse jeito, ainda pode piorar muito”. De acordo com ele, o aumento disparado de casos no mês de janeiro com a variante Ômicron e o relaxamento dos protocolos sanitários estão atingindo de forma mais agressiva esse grupo, que não pôde receber a vacina antes. Novaes explica que apesar de muitas famílias estarem agora se sentindo mais protegidas contra o vírus, não se pode esquecer que a imunização completa é com todas as doses exigidas.

Até receberem todas as doses e o contágio diminuir, crianças só devem participar de atividades essenciais, seguindo todos os protocolos de segurança (Foto: Fernando Priamo)

A Prefeitura de Juiz de Fora, em nota técnica sobre o aumento dos casos da Ômicron e recomendou que os responsáveis “evitem levar as crianças em quaisquer espaços e atividades que possam, pela ocorrência de aglomeração ou fragilidade na observação rígida dos protocolos do Programa ‘Juiz de Fora Viva’, expô-las ao risco de contaminação com a variante”.

O infectologista Marcos Moura afirma que, durante a alta de casos, essas saídas devem ser apenas para atividades essenciais. “No momento, é melhor não levar as crianças ao cinema, festas, restaurantes ou espaços com aglomeração recreativa. Até para que outras atividades essenciais, como a volta às aulas, possam acontecer, é preciso aumentar os cuidados neste momento”, diz.

A situação exige ainda mais cuidados das crianças que possuem alguma comorbidade e ainda estão recebendo as doses do imunizante. Até receberem todas as doses e o contágio diminuir, Novaes afirma que é preciso que as famílias se atentem a esse risco e sigam de forma rígida todos os protocolos de segurança.

Consequências para a saúde ainda são imprevisíveis

Em seu consultório, Novaes já percebe o reflexo do aumento de casos, com quadros graves e sequelas nas crianças, as mesmas que os adultos, ou seja, síndrome respiratória sistêmica, problemas cardíacos e danos à memória.

Mas, como o especialista explica, ainda não há estudos suficientes sobre todos os riscos e as consequências da Covid-19 nessa faixa etária. “A gente ainda não sabe o que pode acontecer no futuro com as crianças. O foco, antes, era como a doença impactava os adultos. É preciso se cuidar ao máximo nesse momento”, diz.

Ômicron: necessidade de máscara correta e adaptável

Estudos já revelam que a variante Ômicron é ainda mais transmissível que a Delta. Por isso, os cuidados para evitar a transmissão devem ser intensificados. Para Novaes, é preciso que os pais realmente reforcem essa necessidade e providenciem máscaras adequadas para as crianças, adaptadas aos seus rostos. Ele destaca que as mais eficazes são a PFF2 e a N-95, mas, considerando que não é acessível para todos, recomenda que seja usada ao menos outros modelos que cubram corretamente nariz e boca.

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Israel Malthik

Nasceu em São João Nepomuceno. É Técnico em Administração e Fotografia Artística. Foi fotógrafo da APCEF (Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal), freelancer em jornais como Estado de Minas e Agência Minas. Premiado por diversos clubes e grupos fotográficos. Atualmente é fotojornalista da Rádio Difusora de São João Nepomuceno. Israel Malthik também foi atuante, como fotógrafo, em editoriais de moda em grandes marcas da Zona da Mata Mineira. Atualmente além de ser o proprietário da Malthik Fotografia, realizando casamentos, batizados e eventos, é sócio-proprietário na empresa Cuidarte Home Care.

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