Polícia Civil dos Estados de Minas, Rio e Paraná fazem operação policial e desmontam esquema de fraudes bancárias; Alvos em Bicas, Rio e JF
Reportagem Aristides dos Santos / Crédito das informações e imagens: PCMG / PCPR / PCERJ
OPERAÇÃO ESTORNO DESMONTA ESQUEMA DE FRAUDES BANCÁRIAS, CLONAGEM DE CARTÕES E SEQUESTRO VIRTUAL DE LINHAS
✓ Atualização ao final da reportagem.

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Ação integrada entre forças policiais dos três estados cumpre dez mandados e realiza cinco prisões, atingindo associação criminosa interestadual especializada em golpes digitais.
JUIZ DE FORA, terça-feira, 18 de novembro de 2025 — A narrativa policial desta terça ganhou contornos de ação cinematográfica quando a Polícia Civil de Minas Gerais, em ação totalmente integrada com a PCPR e a PCERJ, desencadeou a Operação Estorno, mirando uma associação criminosa voltada a fraudes bancárias, clonagem de cartões de crédito e sequestro virtual de linhas telefônicas, condutas tipificadas pelos crimes de estelionato eletrônico (Art. 171, §2º-A do Código Penal), associação criminosa (Art. 288), interceptação clandestina de telecomunicações, além de delitos conexos como receptação (Art. 180) e posse ilegal de arma de fogo (Lei 10.826/03).
De acordo com as forças policiais, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão — mandado judicial expedido para permitir que a polícia, mediante autorização do Judiciário, entre em endereços ligados às investigações — e efetuadas cinco prisões, sendo duas por mandado e três em flagrante. A força-tarefa movimentou cerca de 40 policiais civis, com alvos nas cidades de Juiz de Fora, Bicas e na capital do Rio de Janeiro.

Os primeiros indícios surgiram no Paraná, quando uma vítima procurou a polícia. A partir dali a investigação identificou que a engrenagem criminosa era operada a partir de Juiz de Fora, o que levou à atuação conjunta com o setor de inteligência da Delegacia Regional. O grupo capturava ilegalmente dados bancários e informações de cartões, e, para agravar, sequestrava virtualmente as linhas telefônicas das vítimas, mantendo-as incomunicáveis por dias para facilitar compras de alto valor, especialmente no Rio de Janeiro.
Com provas suficientes, a polícia representou judicialmente pelos mandados que permitiram avançar sobre endereços ligados aos suspeitos, onde se incluía a Cidade de Bicas.
As prisões ocorreram em Juiz de Fora. Um investigado de 23 anos foi detido no bairro Paineiras, enquanto outro, de 21 anos, caiu no Centro — ambos por mandado. Já entre os flagrantes, no bairro Jardim Laranjeiras, um homem de 29 anos foi preso por posse ilegal de arma de fogo e receptação. Em um comércio do bairro Santa Luzia, um investigado de 43 anos acabou detido por favorecimento real (Art. 349 do Código Penal) e desobediência. No bairro Ipiranga, uma mulher de 27 anos foi flagrada por receptação.
As apreensões revelaram a estrutura do esquema: peças de roupas de grife, perfumes, artigos de luxo adquiridos com cartões das vítimas, além de computadores, notebooks, celulares e dispositivos eletrônicos. Em um dos alvos, a polícia encontrou uma pistola e centenas de munições, reforçando o poder operacional da quadrilha.
O delegado Márcio Rocha destacou que a operação mostra “a força da integração entre polícias civis de diferentes estados no enfrentamento ao crime organizado digital”, reforçando que o objetivo central permanece o de proteger a população dos golpes de alta complexidade.
As investigações seguem para identificar comércios envolvidos no esquema ilícito. Os presos foram encaminhados ao sistema prisional.
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Síntese da reportagem
• 🛑 Operação Estorno: ação integrada das polícias civis de MG, PR e RJ.
• 🔍 Investigação: esquema interestadual de fraudes bancárias, clonagem de cartões e sequestro virtual de linhas.
• 📂 Mandados: 10 buscas autorizadas pela Justiça; 5 prisões (mandado e flagrante).
• 📍 Locais: cidades de Juiz de Fora, Bicas e Rio de Janeiro.
• 👮♂️ Presos: suspeitos de 23, 21, 29, 43 e 27 anos detidos em diversos bairros.
• 📦 Apreensões: artigos de luxo, eletrônicos, pistola e centenas de munições.
• 🤝 Integração: delegado Márcio Rocha ressalta a cooperação interestadual no combate ao crime digital.
• ➡️ Continuidade: investigação segue para apurar participação de estabelecimentos comerciais.
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