Consciência Negra: Instituto Federal promove palestra sobre Educação Antirracista no Museu Municipal de São João Nepomuceno
Reportagem Aristides dos Santos / Crédito das informações e imagens: Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais – Campus São João del-Rei / cerimonialista Márcio Heleno Sabones
PROFESSOR NATALINO DA SILVA DE OLIVEIRA REALIZA PALESTRA INSPIRADA SOBRE EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA EM SÃO JOÃO NEPOMUCENO
✓ Para ouvir a trilha sonora dos vídeos, é necessário pausar o som da rádio, no topo da página.
📻97,3 FM
💻www.difusorasjn.com.br
📌 São João Nepomuceno – MG
Currículo, identidade e diversidade foram colocados em primeiro plano em uma reflexão profunda que movimentou o público.
SÃO JOÃO NEPOMUCENO, segunda-feira, 17/11/2025. A programação do Novembro Negro ganhou ainda mais significado com a presença do professor Natalino da Silva de Oliveira, que conduziu uma palestra inspirada sobre “Currículo, Identidade e Diversidade: Desafios e Possibilidades da Educação Antirracista”.
Doutor em Literatura Comparada pela UFMG e em Literatura de Língua Portuguesa pela PUC Minas, pesquisador de literatura negra brasileira, memória cultural, LIBRAS e periferias, o palestrante trouxe ao público uma reflexão profunda sobre a urgência de práticas que enfrentem o racismo estrutural dentro e fora das escolas. Em cerca de 45 minutos, destacou a necessidade de revisão curricular, fortalecimento da identidade negra e ampliação da consciência social.
O encontro foi uma realização conjunta do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais – Campus São João del-Rei e da Secretaria Municipal de Educação de São João Nepomuceno, integrando a agenda do Novembro Negro, mês em que o país reforça debates sobre luta, resistência, direitos e equidade racial.
✓ Para ouvir a trilha sonora dos vídeos, é necessário pausar o som da rádio, no topo da página.
As alunas do curso “Letramento Racial: práticas educativas para uma educação antirracista” deram início às apresentações culturais com a leitura cênica do texto “Eu não sou Alvo”, de Henrique Vieira, seguida da Roda de Experiências, em que compartilharam vivências profundamente atravessadas por identidade, resistência e desafios sociais.
A mesa institucional reuniu o secretário municipal de educação Roberto Isaías de Almeida Santos, o representante da Reitoria do IF Sudeste MG Gilson Soares Toledo, a professora Janaína de Assis Rufino, além de representantes do MOCIR – Movimento de Consciência e Inclusão Racial, entre eles o Dr. Carlos Alberto dos Santos, o vereador Edison de Souza Silva, Sílvia Helena, Robson “Bailarino”, e outros membros da instituição. A presença do movimento reforçou o compromisso coletivo com ações afirmativas e debates transformadores.
VIRAR A PÁGINA DO RACISMO É URGÊNCIA NACIONAL
O evento reforçou também uma reflexão essencial: o Brasil precisa virar a página do racismo, não apenas no discurso, mas na prática cotidiana. A construção de uma sociedade justa e plural começa dentro de casa, onde valores de respeito, empatia e igualdade são formados; continua na sala de aula, espaço privilegiado da conscientização; e deve ser respaldada por um Estado forte, com políticas claras e leis rigorosas que previnam e punam crimes de natureza racial.
Nesse contexto, vale destacar as diferenças entre dois conceitos frequentemente citados, mas nem sempre bem compreendidos pelo público:
• Injúria racial (Art. 140, §3º do Código Penal)
Acontece quando alguém ofende a dignidade de uma pessoa utilizando elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem. A ofensa é direcionada a um indivíduo específico.
Apesar de estar no Código Penal, após decisões recentes, passou a ter tratamento equiparado ao de crime inafiançável, dada sua gravidade.
• Racismo (Lei 7.716/1989)
Ocorre quando há discriminação que nega direitos ou segrega um grupo ou coletivo — por exemplo, impedir acesso a estabelecimentos, negar oportunidades, fazer distinções que atinjam a coletividade.
É crime inafiançável e imprescritível.
A distinção entre ambos reforça a compreensão de que o racismo opera tanto no ataque direto quanto no sistema que limita, exclui e hierarquiza pessoas racializadas. E a educação segue como a principal ferramenta para desfazer camadas históricas de exclusão.
Ao final da noite, a aluna Denísia M. de Oliveira Louiz agradeceu o professor Natalino, reconhecendo o impacto transformador da palestra para estudantes, educadores e lideranças locais.
O evento consolidou a mensagem de que enfrentar o racismo é tarefa contínua, coletiva e urgente — e que educação, diálogo e políticas públicas são caminhos indispensáveis para a construção de uma sociedade mais justa e verdadeiramente plural.
#DifusoraSJN #SJN #NovembroNegro #IFSudesteMG #EducaçãoAntirracista
Síntese da reportagem
📌 Palestra inspirada
• Professor Natalino da Silva de Oliveira apresenta reflexão sobre currículo, identidade e antirracismo.
📌 Mesa institucional
• Participação de Roberto Isaías de Almeida Santos, Gilson Soares Toledo, Janaína de Assis Rufino, e representantes do MOCIR, como Dr. Carlos Alberto dos Santos, Edison de Souza Silva, Sílvia Helena e Robson “Bailarino”.
📌 Momentos culturais
• Leitura cênica “Eu não sou Alvo”.
• Roda de experiências das alunas.
📌 Subtítulo especial
• Explicação sobre racismo, injúria racial, suas diferenças e a necessidade de leis rigorosas.
📌 Agradecimento final
• Aluna Denísia M. de Oliveira Louiz agradece o palestrante.
📌 Encerramento
• Reforço do compromisso coletivo com equidade, justiça social e valorização da identidade negra.









