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Pela 1ª vez em Juiz de Fora após a facada, Bolsonaro diz não ter responsabilidade sobre desemprego no Brasil

Presidente diz que quem cria emprego é a iniciativa privada e que ‘muita gente’ não tem trabalho ‘porque não tem qualificação’.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (15) que não tem responsabilidade sobre o desemprego no Brasil durante discurso em Juiz de Fora (MG). Esta é a primeira visita do presidente à cidade onde sofreu uma facada durante a campanha eleitoral em 2018.

“Quem cria emprego não sou eu, é a iniciativa privada. Muita gente que está ai no Brasil não tem emprego porque não tem qualificação. É a geração Paulo Freire, liberdade total na escola”, disse o presidente.

No mês passado, o g1 mostrou que a taxa de desemprego no Brasil caiu para 9,8% no trimestre encerrado em maio, mas a falta de trabalho ainda atinge 10,6 milhões de brasileiros. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em oito anos, o país perdeu 2,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada.

A fala do presidente ocorreu em discurso durante a 43ª Convenção Estadual das Assembleias de Deus.

Segundo o economista Fernando Agra, o governo tem um papel importante na geração de empregos, mas também na questão de dar condições para que as empresas privadas possam gerar oportunidades.

“O governo ele tem um papel na gestão de empregos quando ele oferta bem serviços públicos, ele é um gerador de empregos. Então, a partir do momento que o governo cumprir a sua função de arrecadar os tributos e gerar esses serviços públicos para sociedade, quando ele faz isso, ele tem responsabilidade sim”, explicou.

Ainda conforme ele, “seja um prefeito, um governador ou o próprio presidente ele tem responsabilidade sim direta de empregos”.

“Nenhum governo do mundo consegue gerar emprego suficiente para todo mundo, então o principal é o setor privado. No entanto, o governo tem, principalmente o federal, que oferecer estabilidade para o setor privado, segurança, cumprimento de regras, na infraestrutura. Tudo isso para que os empresários possam ter confiança em investir nas empresas”, complementou.

Visita a Juiz de Fora
Bolsonaro passeia de moto pela Avenida Brasil, em Juiz de Fora — Foto: Gabriel Landim/g1

Esta é a primeira vez que o político vai à cidade mineira desde que foi vítima do atentado cometido por Adélio Bispo de Oliveira. Bolsonaro chegou no início da manhã no Aeroporto Municipal Francisco Álvares de Assis (Aeroporto de Serrinha) para agenda na localidade junto ao pré-candidato ao Governo de Minas, o senador Carlos Viana (PL).

Também estavam presentes no local o deputado federal Daniel Silveira (PTB), o vereador de Belo Horizonte Nikolas Ferreira (PL) e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Logo após a chegada, Jair Bolsonaro participou de um passeio de moto com apoiadores em Juiz de Fora. O grupo saiu por volta das 9h15 do Aeroporto da Serrinha e seguiu até a região central da cidade.

Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta apoiadores em Juiz de Fora — Foto: Maria Elisa Diniz/g1

Sem capacete, o presidente cumprimentou populares e passou pela Avenida Brasil, uma das principais do município da Zona da Mata. A Polícia Militar (PM) e seguranças estiveram presentes durante todo o trajeto até o 2º Batalhão da PM.

De lá, Bolsonaro foi até a 43ª Convenção Estadual das Assembleias de Deus e se emocionou ao discursar para evangélicos e relembrar a facada sofrida em 2018.

Ainda no passeio de moto, uma mulher foi retirada do local após chamar Jair Bolsonaro de corrupto. O fato ocorreu na Rua Benjamin Constant, no Centro. Nas imagens é possível ver ela sendo retirada por dois homens. Ela não chegou a ser detida.

Por fim, Jair Bolsonaro esteve no Hospital Santa Casa de Misericórdia, recebeu uma homenagem, relembrou sobre a facada e conversou com o presidente da unidade de saúde Dr. Renato Loures. O presidente foi embora de Juiz de Fora por volta das 13h50 desta sexta-feira em um avião.

Atentado

Imagem de arquivo mostra Jair Bolsonaro após ser esfaqueado durante uma campanha em Juiz de Fora — Foto: Raysa Leite/AFP
Imagem de arquivo mostra Jair Bolsonaro após ser esfaqueado durante uma campanha em Juiz de Fora — Foto: Raysa Leite/AFP

Imagem de arquivo mostra Jair Bolsonaro após ser esfaqueado durante uma campanha em Juiz de Fora — Foto: Raysa Leite/AFP

O atentado ocorreu em 6 de setembro de 2018, quando Jair Bolsonaro fazia campanha de rua como candidato a presidente da República e participava de um ato no Centro de Juiz de Fora.

Autor do ataque, Adélio Bispo foi preso no mesmo dia e, segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), confessou ter sido o autor da facada – ele está detido até hoje. A Polícia Federal (PF) concluiu em dois inquéritos que Adélio agiu sozinho no crime.

Em laudo divulgado em 2019, Adélio foi diagnosticado com transtorno delirante permanente, o que não permite a punição criminal . O homem foi considerado inimputável e segue em internação.

Bolsonaro voltou a citar a facada depois que um apoiador do presidente invadiu uma festa particular e matou – aos gritos de “Aqui é Bolsonaro” – um tesoureiro do PT no Paraná, no último fim de semana.

Já na primeira manifestação sobre o caso, na noite de domingo (10), o presidente usou o atentado de sofreu para alegar que a esquerda é que acumula “episódios violentos’.

A visita do presidente a Juiz de Fora ocorre no mesmo dia em que a Polícia Civil do Paraná deve divulgar as conclusões do inquérito.

Nova perícia

Uma nova perícia médica de Adélio Bispo foi agendada para o dia 25 de julho. A avaliação dos peritos da Justiça Federal deverá determinar sobre condição clínica e se deve haver a cessação ou permanência da internação – o que pode resultar na liberdade dele.

Conforme a lei, uma nova perícia médica precisa ser feita três anos após a decisão da Justiça para saber se o estado de saúde mental da pessoa inimputável que cometeu determinado crime permanece o mesmo e se ele ainda representa um risco para a sociedade.

Por Carol Delgado, Lucas Figueira e Fellype Alberto, g1 Zona da Mata — Juiz de Fora
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Israel Malthik

Nasceu em São João Nepomuceno. É Técnico em Administração e Fotografia Artística. Foi fotógrafo da APCEF (Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal), freelancer em jornais como Estado de Minas e Agência Minas. Premiado por diversos clubes e grupos fotográficos. Atualmente é fotojornalista da Rádio Difusora de São João Nepomuceno. Israel Malthik também foi atuante, como fotógrafo, em editoriais de moda em grandes marcas da Zona da Mata Mineira. Atualmente além de ser o proprietário da Malthik Fotografia, realizando casamentos, batizados e eventos, é sócio-proprietário na empresa Cuidarte Home Care.

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