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Promotor e secretária de Saúde de Juiz de Fora alertam sobre ‘fura-fila’ na vacinação contra a Covid-19

Na primeira fase da imunização, apenas trabalhadores de saúde, idosos institucionalizados e indígenas que vivem em aldeias têm direito à vacina.

Desde o início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil, diversos casos de pessoas que furaram a fila do grupo prioritário foram denunciados. Em Juiz de Fora, de acordo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), casos semelhantes ainda não foram reportados, mas os especialistas alertam sobre as consequências do ato e quem são as pessoas que têm o direito à imunização nesta etapa.

Na primeira fase, o grupo prioritário estipulado pelo Ministério da Saúde é composto por equipes que estiverem envolvidas na vacinação e no combate à Covid-19; trabalhadores de longa permanência; demais profissionais do setor; indígenas que vivem em territórios e aldeias; idosos residentes em instituições de longa permanência e pessoas com deficiência a partir de 18 anos que estão em residências inclusivas.

A secretária de Saúde, Ana Pimentel, reforçou que os trabalhadores e funcionários de hospitais, que atuam em outros setores, também estão sendo vacinados nesta etapa.

“Os trabalhadores de saúde envolvem: os profissionais de saúde, que são aqueles tradicionalmente a gente conhece, como os médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, entre outros. E tem os profissionais de apoio, que são os seguranças, profissionais da limpeza, que trabalham como técnicos e no administrativo dos hospitais. Todos eles são considerados trabalhadores de saúde”, pontou.

‘Fura-fila’

O promotor do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Luciano Moreira de Oliveira, afirmou que quem furar a fila do grupo prioritário está sujeito a processos administrativos e criminais, como peculato e lei de abuso de autoridade.

“Essas pessoas que descumprem a ordem de prioridade, sobretudo os servidores públicos envolvidos nesse processo, eles podem ser punidos administrativamente. Também podem sofrer sanções por atos de improbidade administrativa e sanções criminais, a depender do caso.”

Luciano reforçou que nestes casos é importante ouvir todas as partes envolvidas, para verificar se não houve erro no sistema ou problema na comunicação. “Precisamos ter cautela e ouvir a pessoa que foi vacinada e quem ministrou a vacina para entender o que aconteceu”, pontuou o promotor.

O advogado e especialista em Direito Público, João Paulo Franzoni Barbosa, explicou que caso a pessoa presencie uma situação de vacinação irregular, deve procurar a delegacia mais próxima e registrar um boletim de ocorrência e levar documentos para comprovar essa situação.

Além da delegacia, a denúncia também pode ser feita na Defensoria Pública e na Promotoria Especializada em Saúde.

“Aqui na região de Juiz de Fora ainda não houve casos de fura-fila. Nós temos conhecimento na região norte do estado, a gente tem conhecimento no norte do país e no nordeste também alguns casos, mas especificamente na região da Zona da Mata a gente não teve conhecimento ainda”, finalizou o advogado.

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Israel Malthik

Nasceu em São João Nepomuceno. É Técnico em Administração e Fotografia Artística. Foi fotógrafo da APCEF (Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal), freelancer em jornais como Estado de Minas e Agência Minas. Premiado por diversos clubes e grupos fotográficos. Atualmente é fotojornalista da Rádio Difusora de São João Nepomuceno. Israel Malthik também foi atuante, como fotógrafo, em editoriais de moda em grandes marcas da Zona da Mata Mineira. Atualmente além de ser o proprietário da Malthik Fotografia, realizando casamentos, batizados e eventos, é sócio-proprietário na empresa Cuidarte Home Care.

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