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Prefeitura de Juiz de Fora alerta Governo de Minas sobre risco de colapso na regulação da saúde após implantação do sistema Regulação 4.0

Créditos: Reportagem Aristides dos Santos/ Informações: Prefeitura de Juiz de Fora – imagem: saúde.mg

PREFEITURA DENUNCIA SUPERLOTAÇÃO, PACIENTES DEIXADOS EM HOSPITAIS E FALHAS OPERACIONAIS APÓS MUDANÇA NO SISTEMA DE REGULAÇÃO DO SUS EM MINAS GERAIS

📻97,3 FM/ 💻www.difusorasjn.com.br / 📌 São João Nepomuceno – MG

Documento encaminhado ao Governo de Minas aponta desorganização regional, sobrecarga da rede de urgência e emergência e cita casos envolvendo pacientes que deveriam ser encaminhados para outros municípios, como São João Nepomuceno.

JUIZ DE FORA, segunda-feira, 08 de junho de 2026 – A Prefeitura de Juiz de Fora tornou público o envio de um ofício ao Governo de Minas Gerais relatando os graves impactos assistenciais, operacionais e administrativos decorrentes da implantação do sistema “Regulação 4.0”, operacionalizado pela Central de Operações para Regulação (CORE/MG).

O documento, assinado pela prefeita Maria Margarida Martins Salomão, foi encaminhado ao governador do Estado e ao secretário estadual de Saúde, apontando que a substituição do antigo SUSFácil pelo novo modelo trouxe “risco concreto à continuidade do serviço público de saúde”.

Segundo a administração municipal, os principais problemas identificados incluem:

Descontinuidade e instabilidade da regulação assistencial;

Dificuldades técnicas de utilização do sistema;

Lentidão operacional e falhas de processamento;

Insegurança quanto aos fluxos regulatórios;

Comprometimento da rastreabilidade das solicitações de leitos;

Aumento do tempo de resposta para definição regulatória;

Sobrecarga das equipes assistenciais e administrativas municipais;

Fragilidade na comunicação entre municípios e unidades hospitalares;

Risco de desassistência aos usuários do SUS;

Comprometimento dos princípios da continuidade e eficiência do serviço público.

De acordo com a Prefeitura, as dificuldades têm provocado uma grave desorganização no fluxo regional de regulação hospitalar e ambulatorial, levando diversos municípios a encaminharem pacientes diretamente às portas de urgência e emergência de Juiz de Fora, sem o devido cumprimento dos protocolos regulatórios e sem autorização prévia.

A situação, segundo o município, tem ocasionado um verdadeiro colapso assistencial, comprometendo a capacidade instalada de leitos e a organização regionalizada do Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre os episódios destacados no documento, está o caso de um paciente oriundo do município de Maripá de Minas, que teria sido deixado por ambulância na porta do Hospital de Pronto Socorro de Juiz de Fora, embora o fluxo assistencial adequado indicasse encaminhamento para o município de São João Nepomuceno.

Outro caso citado envolve um paciente proveniente de Bicas, que teria sido deixado diretamente na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, sem a devida regulação prévia.

A Prefeitura informou ainda que, somente no Hospital de Pronto Socorro, já foram registrados 93 pacientes nessa condição, conforme relatórios extraídos do próprio sistema. Desse total, 37 pacientes foram transportados por ambulâncias ou veículos de transporte eletivo.

O município alerta que esse cenário tem provocado:

Superlotação das portas hospitalares;

Aumento do tempo de espera;

Utilização desordenada dos leitos hospitalares;

Comprometimento da capacidade de resposta da rede municipal;

Prejuízo à assistência dos pacientes já regulados;

Pressão excessiva sobre equipes médicas, de enfermagem e serviços de apoio;

Desestruturação da organização regionalizada do SUS.

A administração municipal ressalta que Juiz de Fora possui capacidade instalada limitada, organizada com base em parâmetros técnicos, contratualizações e pactuações previamente estabelecidas, não sendo possível absorver uma demanda regional espontânea e desregulada sem prejuízos significativos para a população local e macrorregional.

Diante do cenário apresentado, a Prefeitura solicitou ao Governo do Estado:

I – adoção imediata de medidas corretivas para restabelecimento da normalidade dos fluxos regulatórios;

II – reforço das orientações aos municípios da macrorregião quanto à obrigatoriedade do cumprimento dos fluxos pactuados;

III – responsabilização administrativa em casos reiterados de descumprimento dos protocolos regulatórios;

IV – garantia de estabilidade operacional e segurança técnica do sistema de regulação;

V – preservação da organização regional da rede SUS e da capacidade instalada do município de Juiz de Fora.

Ao final do documento, a prefeita renova os protestos de estima e consideração, reforçando a necessidade de uma atuação rápida do Estado para evitar maiores prejuízos à assistência prestada aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Referência bibliográfica: Prefeitura de Juiz de Fora – Prefeitura de Juiz de Fora oficia o Governador de Minas sobre os graves impactos decorrentes da mudança do sistema de regulação em saúde.

https://www.pjf.mg.gov.br/noticias/view.php?modo=link2&idnoticia2=89089

📌 Síntese da reportagem

🚑 Novo sistema sob questionamento: falhas operacionais no Regulação 4.0 estariam afetando a gestão de leitos e o fluxo de pacientes.

🏥 Hospitais sobrecarregados: pacientes de cidades da região estariam sendo encaminhados diretamente para unidades de Juiz de Fora, sem a devida regulação.

📍 São João Nepomuceno mencionada: o documento cita um caso em que o fluxo adequado indicava o encaminhamento do paciente para São João Nepomuceno.

📊 Dados apresentados pela Prefeitura: até o momento, 93 pacientes teriam sido recebidos nessa condição, sendo 37 transportados por ambulâncias ou veículos eletivos.

⚠️ Risco à assistência regional: a Prefeitura alerta para superlotação, aumento do tempo de espera e comprometimento da capacidade de resposta da rede SUS.

📝 Providências solicitadas ao Estado: entre os pedidos estão a correção imediata das falhas, o cumprimento dos fluxos pactuados pelos municípios e a garantia de estabilidade técnica do sistema.

#DifusoraSJN #SaúdePública #SUS #RegulaçãoEmSaúde #JuizDeFora

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Aristides Dos Santos

Formação: Graduação presencial em TV, Cinema, Rádio e Internet pela UNIBAN (Universidade Bandeirantes do estado de São Paulo), campus Osasco- SP. Habilitação: Trabalhos em audiovisual (cinema), atividades de radiodifusão RTV, produção de livros, revistas e jornais (impressos e digitais), criação e gestão de tráfego pago ou orgânico para internet

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