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Minas troca o SUS Fácil pela CORE MG e mudança gera preocupação relacionada à regulação de vagas do SUS no interior do Estado

Créditos: Reportagem Aristides dos Santos/ Informações – imagens: vide final da reportagem.

TRANSIÇÃO PARA NOVO SISTEMA DE REGULAÇÃO DE VAGAS DO SUS GERA ALERTA NO INTERIOR MINEIRO

PAM e SAMU
PAM e SAMU

📻97,3 FM/ 💻www.difusorasjn.com.br / 📌 São João Nepomuceno – MG

O Governo promete mais tecnologia, rapidez e integração na busca por vagas. Gestores do interior temem perda da autonomia regional, do contato humano e mais dificuldades durante as transferências de pacientes.

SÃO JOÃO NEPOMUCENO, quinta-feira, 28 de maio de 2026 — Entre a promessa do Governo do Estado de Minas Gerais de modernizar o sistema e o medo no interior, ficam as promessas de uma automação fria com base na inteligência artificial e o medo dos gestores do interior com a perda do contato humano. O SUS Fácil, que não era nada fácil, pode ser substituído por algo ainda mais complicado.

O Governo de Minas Gerais está substituindo gradualmente o SUS Fácil pela CORE MG (Central de Operações para Regulação Estadual), dentro do programa Regulação 4.0. O novo sistema é responsável pela localização e regulação de vagas hospitalares, UTIs e transferências de pacientes dentro da rede pública estadual.

A implantação começou a ser apresentada e discutida em 2024 e segue em fase de transição. Até o momento, o Estado não divulgou prazo oficial para a conclusão definitiva da migração entre os dois sistemas.

O QUE O GOVERNO PROMETE

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, a CORE MG foi criada para modernizar a regulação hospitalar através de:

  • monitoramento em tempo real;
  • integração entre hospitais;
  • padronização dos processos;
  • uso de inteligência artificial;
  • maior rapidez na localização de vagas.

A expectativa do Governo é tornar mais eficiente o gerenciamento de leitos, UTIs e transferências de pacientes em todo o território mineiro.

O QUE OS GESTORES DO INTERIOR TEMEM

Gestores municipais, profissionais da saúde e representantes de cidades do interior demonstram preocupação com a possibilidade de excessiva centralização das decisões e deslocamento de pacientes para regiões distantes da sua cidade de origem.

O principal receio é que a experiência prática dos reguladores regionais seja substituída por um sistema automatizado e distante da realidade local, a contramão da “humanização da Saúde”. Muitos argumentam que diversas transferências são viabilizadas graças ao conhecimento direto dos hospitais, dos profissionais e das condições reais de cada região.

Também existem preocupações relacionadas à dependência tecnológica, perda de autonomia regional, dificuldades operacionais durante a transição e à possibilidade de que problemas locais deixem de ser percebidos por um sistema centralizado em Belo Horizonte.

De acordo com reportagens, estudos e debates públicos realizados sobre o tema, especialistas avaliam que a tecnologia pode melhorar a organização da fila de pacientes, mas não resolve problemas estruturais como falta de leitos, escassez de profissionais e limitações da rede hospitalar.

A preocupação ganhou força na quinta-feira, 28 de maio, quando a Prefeitura de Juiz de Fora divulgou uma nota oficial questionando alterações promovidas pelo Estado no fluxo de regulação.

Segundo o município, as mudanças provocaram dificuldades operacionais. A Prefeitura informou que pretende pedir a reconsideração das alterações implementadas.

O posicionamento chama atenção porque Juiz de Fora é o principal polo regional de saúde da Zona da Mata Mineira, recebendo pacientes de dezenas de municípios da região.

Por aqui, em entrevista à emissora, o secretário municipal de Governo de São João Nepomuceno, Isaías Sporch Freitas, afirmou que nosso município já enfrenta dificuldades durante a transição entre os dois sistemas.

Segundo ele, a obtenção de vagas hospitalares tem sido mais complicada neste período. “Conseguimos poucas vagas”, declarou.

Ao tomar conhecimento da reportagem, o vereador Írio Henriques Furtado informou que protocolou há vários dias na Câmara Municipal de São João Nepomuceno um pedido a ser encaminhado ao Governo de Minas Gerais, manifestando preocupação quanto ao impacto da mudança no sistema de regulação.

Segundo o parlamentar, a preocupação envolve possíveis prejuízos aos municípios do interior e dificuldades no acesso às vagas hospitalares durante o período de transição.

Embora a CORE MG tenha potencial para modernizar a gestão da saúde pública, o sucesso da mudança dependerá do equilíbrio entre tecnologia e conhecimento regional. O principal desafio apontado pelos críticos é evitar que a modernização afaste a participação humana de um processo que, muitas vezes, depende da experiência prática de quem conhece a realidade dos hospitais do interior.

Referências bibliográficas

#DifusoraSJN #SaudePublica #SUS #COREMG #ZonaDaMata

Síntese da reportagem

📌 Minas Gerais substitui gradualmente o SUS Fácil pela CORE MG

🤖 Governo promete mais tecnologia, integração e rapidez na busca por vagas

⚠️ Gestores do interior temem perda do contato humano e da autonomia regional

📅 Processo de transição começou em 2024

⌛ Estado ainda não informou prazo para conclusão da mudança

🏛️ Prefeitura de Juiz de Fora divulgou nota criticando alterações no fluxo regulatório

🚑 Município relata dificuldades operacionais e sobrecarga na rede de saúde

🗣️ Isaías Sporch Freitas afirma que o município enfrenta dificuldades durante a transição

📉 Segundo o secretário municipal de Governo, “conseguimos poucas vagas”

📄 Vereador Írio Henriques Furtado protocolou pedido de repúdio à mudança para envio ao Governo de Minas

🏥 Debate envolve acesso a vagas hospitalares, UTIs e transferências de pacientes

🧠 Especialistas defendem equilíbrio entre tecnologia e experiência humana na regulação da saúde.

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Aristides Dos Santos

Formação: Graduação presencial em TV, Cinema, Rádio e Internet pela UNIBAN (Universidade Bandeirantes do estado de São Paulo), campus Osasco- SP. Habilitação: Trabalhos em audiovisual (cinema), atividades de radiodifusão RTV, produção de livros, revistas e jornais (impressos e digitais), criação e gestão de tráfego pago ou orgânico para internet

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