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Minas Gerais troca o SUS Fácil pela CORE MG e mudança gera preocupação em pacientes de hospitais do interior

Créditos: Reportagem Aristides dos Santos/ Informações : vide referências bibliográficas – imagens Murilo Borges e Aristides

NOVO SISTEMA DIGITAL PROMETE AGILIZAR TRANSFERÊNCIAS, MAS INTERIOR TEME PERDER FORÇA HUMANA E AUTONOMIA NAS DECISÕES DA SAÚDE

PAM e SAMU
PAM e SAMU

📻97,3 FM/ 💻www.difusorasjn.com.br / 📌 São João Nepomuceno – MG

Mudança envolve o sistema que localiza, regula e organiza vagas hospitalares, UTIs e transferências de pacientes do SUS em Minas Gerais. Em entrevista à emissora, o secretário municipal de Governo, Isaías Sporch Freitas, afirmou que o Estado já vive um processo de transição entre os dois sistemas.

SÃO JOÃO NEPOMUCENO, sábado, 23 de maio de 2026 — O Governo de Minas Gerais iniciou oficialmente a substituição gradual do tradicional sistema SUS Fácil pela chamada CORE MG (Central de Operações para Regulação Estadual), dentro do projeto denominado “Regulação 4.0”.

O processo de implantação começou a ser apresentado e discutido publicamente ainda em 2024, através de reuniões técnicas, apresentações institucionais e audiências públicas realizadas pelo Estado e pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A migração vem ocorrendo de forma gradual e escalonada em diversas regiões mineiras.

Até o momento, o Governo do Estado não divulgou oficialmente um prazo definitivo para conclusão total da transição entre o SUS Fácil e a CORE MG, o que também gera dúvidas entre profissionais da saúde e gestores municipais sobre como ficará o funcionamento integral da nova estrutura nos próximos anos.

A promessa do Estado é modernizar o gerenciamento de vagas hospitalares, UTIs e transferências do SUS através de:

  • integração digital;
  • monitoramento em tempo real;
  • ferramentas de inteligência artificial;
  • padronização operacional;
  • maior integração hospitalar.

A promessa oficial é tornar o fluxo hospitalar mais organizado e reduzir o tempo de espera por transferências e internações.

Porém, apesar do discurso tecnológico e modernizador, a mudança já desperta preocupação em diversas regiões do interior mineiro, especialmente em municípios pequenos e médios, onde o funcionamento da saúde pública frequentemente depende também da atuação humana e do conhecimento regional acumulado ao longo dos anos.

Na prática, em cidades do interior, reguladores, profissionais hospitalares e equipes médicas conhecem pessoalmente a realidade das unidades de referência, mantendo contato direto com hospitais, médicos, secretarias municipais e equipes regionais.

Muitas vezes, é justamente essa rede humana informal que consegue:

  • localizar vagas emergenciais com rapidez;
  • identificar hospitais realmente aptos a receber pacientes;
  • perceber unidades sobrecarregadas antes mesmo do sistema atualizar;
  • agilizar transferências através de contatos diretos;
  • evitar deslocamentos inadequados de pacientes graves.

Especialistas e profissionais da área, de acordo com reportagens, estudos e debates públicos sobre o tema, avaliam que um sistema excessivamente centralizado e automatizado pode acabar enfraquecendo essa capacidade regional de articulação prática.

O principal temor envolve a possibilidade de que decisões passem a ser tomadas de maneira mais distante da realidade local, concentradas em estruturas estaduais e dependentes principalmente de dados digitais.

✓ De acordo Isaías Sporch, ex- provedor do Hospital e secretário de saúde de São João, atualmente conselheiro da instituição e secretário municipal de governo, até o momento o município registra dificuldade com vagas, nesse período de transição: “conseguimos poucas vagas“.

Na visão de críticos do novo modelo, existe o risco de a regulação se tornar “mais fria”, baseada predominantemente em informações lançadas no sistema, sem considerar nuances operacionais que muitas vezes só profissionais regionais conseguem perceber.

Outro ponto levantado é que tecnologia, sozinha, não resolve problemas estruturais históricos da saúde pública mineira.

Na prática:

um sistema mais moderno pode organizar melhor a fila, mas não cria leitos, médicos, UTIs ou hospitais onde eles não existem.

Também existem preocupações relacionadas a:

  • dependência maior da internet e sistemas digitais;
  • riscos de instabilidade tecnológica;
  • excesso de automatização nas decisões;
  • perda de autonomia regional;
  • enfraquecimento das centrais macrorregionais;
  • diminuição da influência dos municípios menores nas regulações.

A discussão já chegou inclusive à Assembleia Legislativa de Minas Gerais e a audiências públicas realizadas no interior do estado. Em algumas dessas reuniões, profissionais ligados às centrais regionais defenderam a manutenção de parte da estrutura descentralizada do antigo SUS Fácil, argumentando que o conhecimento humano regional ainda é essencial para o funcionamento do SUS.

Sob análise prática, existe um ponto importante: a tecnologia pode, sim, trazer ganhos reais de velocidade, rastreabilidade e organização técnica. Sistemas integrados conseguem reduzir falhas burocráticas, melhorar transparência e acelerar cruzamentos de dados entre hospitais.

Por outro lado, em regiões interioranas, especialmente em situações críticas, a experiência humana frequentemente ultrapassa os limites frios da plataforma digital.

Em muitos casos, profissionais conseguem “abrir portas” através de relacionamento institucional, conhecimento das equipes hospitalares e leitura prática da realidade local — algo que dificilmente pode ser totalmente substituído por algoritmos.

Dessa forma, o verdadeiro desafio da CORE MG talvez não seja apenas tecnológico.

O desafio central será equilibrar:

  • eficiência digital;
  • rapidez operacional;
  • inteligência artificial;
  • e preservação da autonomia humana e regional.

Especialistas alertam que, se o novo sistema ignorar a experiência acumulada pelas centrais regionais e pelos profissionais do interior, a modernização poderá acabar produzindo justamente o efeito contrário ao desejado: maior burocratização e distanciamento das necessidades reais da população.

O sucesso da mudança dependerá, portanto, da capacidade do Estado de unir tecnologia e sensibilidade regional, sem transformar a saúde pública em um processo exclusivamente automatizado.

Referências bibliográficas

#DifusoraSJN #SaudePublica #SUS #MinasGerais #COREMG

Síntese da reportagem

📌 Minas Gerais iniciou substituição do SUS Fácil pela CORE MG

📅 Processo começou a ser discutido e implantado gradualmente em 2024

⌛ Estado ainda não divulgou prazo oficial para conclusão total da transição

⚙️ Novo sistema promete integração digital e monitoramento em tempo real

🏥 Governo afirma que objetivo é agilizar vagas, UTIs e transferências

🚑 Interior teme perda da atuação humana nas regulações hospitalares

👨‍⚕️ Profissionais regionais afirmam que contatos diretos muitas vezes aceleram transferências

🌐 Existe preocupação com dependência excessiva da tecnologia e internet

⚠️ Críticos alertam para risco de centralização excessiva em Belo Horizonte

📉 Especialistas lembram que sistema moderno não resolve falta de leitos e hospitais

🧠 Debate envolve equilíbrio entre inteligência artificial e experiência humana regional

🏛️ Discussão já chegou à ALMG e audiências públicas no interior mineiro

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Aristides Dos Santos

Formação: Graduação presencial em TV, Cinema, Rádio e Internet pela UNIBAN (Universidade Bandeirantes do estado de São Paulo), campus Osasco- SP. Habilitação: Trabalhos em audiovisual (cinema), atividades de radiodifusão RTV, produção de livros, revistas e jornais (impressos e digitais), criação e gestão de tráfego pago ou orgânico para internet

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