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Tiro de Guerra comemora “Dia da Vitória”

Os ex-pracinhas José Vidal Sampaio, natural do Rio de Janeiro, com 94 anos e o senhor Alencar Setembrino dos Reis, natural da cidade de Guarani, com 97 anos

Em uma cerimônia ocorrida no dia 8 de maio em São João Nepomuceno, o Tiro de Guerra, sob o comando do Subtenente Sousa, comemorou o “Dia da Vitória” com a presença de autoridades e de ex-pracinhas que serviram na FEB (Força Expedicionária Brasileira) durante a 2ª Guerra Mundial. Entre os presentes estava o vice-prefeito, Sebastião Barbosa, o Coronel do Exercito Brasileiro (hoje na reserva), Áureo Junior, e os ex-pracinhas José Vidal Sampaio, natural do Rio de Janeiro, com 94 anos e o senhor Alencar Setembrino dos Reis, natural da cidade de Guarani, com 97 anos. Durante a cerimonial foi homenageado o senhor Jorge Luiz da Silva Cunha, que recebeu o diploma de “Amigo do Tiro de Guerra”, pelos serviços prestados em prol do TG da cidade de São João Nepomuceno.

O “Dia da Vitória”, também conhecido como Dia da Vitória na Europa ou V-E Day, é uma homenagem ao fim da Segunda Guerra Mundial, com a derrota da Alemanha Nazi e a vitória do grupo de países conhecidos por Aliados. Em 8 de maio de 1945 chegava ao fim o terrível período de seis anos que durou a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), com a derrota dos nazistas que dominavam grande parte do continente europeu na época.

O senhor Jorge Luiz da Silva Cunha, que recebeu o diploma de “Amigo do Tiro de Guerra”

Oficialmente, os Aliados haviam decidido que o V-E Day deveria ser celebrado em 9 de maio (data oficial da rendição alemã), mas a imprensa da época antecipou a notícia da vitória e popularizou o 8 de maio como o Dia da Vitória. A Rússia, no entanto, manteve o acordo inicial dos Aliados e celebra o dia da Grande Guerra Patriótica (combate decisivo contra a Alemanha Nazista) em 9 de maio.

No dia 1º de setembro de 1939, as forças nazistas alemãs de Adolf Hitler invadiram a Polônia, dando início à Segunda Guerra Mundial. O Brasil passou a participar do conflito a partir de 1942. Na época, o presidente da República era Getúlio Vargas. A princípio, a posição brasileira foi de neutralidade. Depois de alguns ataques a navios brasileiros, Getúlio Vargas decidiu entrar em acordo com o presidente americano Roosevelt para a participação do país na Guerra.

Embora a história dos pracinhas – diminutivo de praça, que é soldado – seja ainda pouco comentada no Brasil, Marcus Firmino Santiago da Silva, coordenador do curso de Direito da Escola Superior Professor Paulo Martins, do Distrito Federal, e estudioso sobre a Segunda Guerra, afirma que a participação brasileira foi muito importante. “O apoio do Brasil foi disputado na Segunda Guerra. De forma um pouco velada por parte dos países do eixo (Alemanha, Itália e Japão) e de maneira clara pelos aliados, especialmente os norte-americanos, além da Inglaterra e da França”, afirma.

O primeiro grupo de militares brasileiros chegou à Itália em julho de 1944. O Brasil ajudou os norte-americanos na libertação da Itália, que, na época, ainda estava parcialmente nas mãos do exército alemão. Nosso país enviou cerca de 25 mil homens da Força Expedicionária Brasileira (FEB), e 42 pilotos e 400 homens de apoio da Força Aérea Brasileira (FAB).

Os pracinhas conseguem vitórias importantes contra os alemães, tomando cidades e regiões estratégicas que estavam no poder destes, como o Monte Castelo, Turim, Montese, entre outras. Mais de 14 mil alemães se renderam aos brasileiros, que também ficaram com despojos como milhares de cavalos, carros e munição.A ação dos pracinhas não foi fácil por vários motivos. O primeiro, porque o treinamento recebido no Brasil e nos Estados Unidos não era muito próximo à realidade da guerra que encontraram. Os soldados não estavam habituados ao clima frio dos montes Apeninos, que atravessam a Itália e nem acostumados a lutar em local montanhoso. Só na batalha do Monte Castelo, houve mais de 400 baixas entre os brasileiros.

“Além disso, foi fundamental para o esforço de guerra a cessão de bases navais e aéreas no território brasileiro. Um desses locais que teve participação decisiva foi Natal, no Rio Grande do Norte”, afirma o professor. A capital potiguar serviu como local para abastecimento dos aviões de guerra americanos e base naval antissubmarinos. Com o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, a FEB foi desfeita em 1946.

Fotos: ASCOM Prefeitura de São João Nepomuceno, através do Subtenente Sousa

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Israel Malthik

Nasceu em São João Nepomuceno. É Técnico em Administração e Fotografia Artística. Foi fotógrafo da APCEF (Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal), freelancer em jornais como Estado de Minas e Agência Minas. Premiado por diversos clubes e grupos fotográficos. Atualmente é fotojornalista da Rádio Difusora de São João Nepomuceno. Israel Malthik também foi atuante, como fotógrafo, em editoriais de moda em grandes marcas da Zona da Mata Mineira. Atualmente além de ser o proprietário da Malthik Fotografia, realizando casamentos, batizados e eventos, é sócio-proprietário na empresa Cuidarte Home Care.

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