JF: Mulher sofre mutilação e violência extrema; Companheiro é indiciado por tortura e cárcere privado
Reportagem Aristides dos Santos / Crédito das informações e imagens: PCMG – Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam/Juiz de Fora)
JUIZ DE FORA: MULHER SOFRE MUTILAÇÃO E VIOLÊNCIA EXTREMA; COMPANHEIRO É INDICIADO POR TORTURA E CÁRCERE PRIVADO

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Delegada detalha sofrimento físico e psicológico imposto à vítima após noite de violência.
JUIZ DE FORA, segunda-feira, dia 01 de dezembro de 2025 — Um episódio de violência que abalou até mesmo investigadores experientes teve sua conclusão nesta segunda-feira pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). O agressor, identificado apenas pelas iniciais J.A.S., de 53 anos, foi indiciado pelos crimes de tortura (art. 1º da Lei 9.455/97) — que pune atos destinados a causar intenso sofrimento físico ou mental — e cárcere privado (art. 148 do Código Penal), que consiste em restringir a liberdade de alguém. Ambos podem ser agravados pela motivação e pela crueldade empregada.
Tudo começou na noite de 23 de novembro, logo após o casal deixar uma festa em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Segundo a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), a companheira, de 46 anos, foi submetida a uma sequência de agressões motivadas por ciúmes. O investigado não só restringiu a liberdade da mulher, como também a atacou com violência extrema: mordeu, arrancou e engoliu parte da região da boca dela, causando uma mutilação permanente, uma marca física que, segundo a polícia, “expressa um gesto de dominação brutal”.
A delegada Alessandra Azalim, responsável pelas apurações, descreveu um cenário de horror ao explicar o indiciamento: a vítima enfrentou sofrimento físico e mental intenso, foi ameaçada, impedida de se defender e mantida em situação de completo controle pelo agressor. A autoridade policial foi categórica ao denunciar a lógica de posse que move crimes dessa natureza: “Nenhuma mulher é propriedade de qualquer homem. Nenhum motivo — nem mesmo ciúmes — autoriza agressões”.
O desfecho do inquérito coincide com os 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, campanha internacional que reforça a necessidade de denunciar e interromper ciclos de violência. A delegada lembra que casos semelhantes podem — e devem — ser comunicados imediatamente à polícia, seja presencialmente, pelos telefones 190, 197, 180, 181 ou pela Delegacia Virtual.
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📌 Síntese da reportagem
🟥 Crime investigado: tortura (Lei 9.455/97) e cárcere privado (CP art. 148).
🟥 Idade do suspeito: 53 anos (iniciais J.A.S.).
🟥 Vítima: mulher de 46 anos, companheira do agressor.
🟥 Local: Juiz de Fora, Zona da Mata.
🟥 Agressão extrema: mutilação permanente — parte da boca arrancada e engolida.
🟥 Investigação: conduzida pela Deam/JF; delegada Alessandra Azalim detalha sofrimento físico e psicológico.
🟥 Contexto: caso relatado durante os 21 Dias de Ativismo pelo fim da violência contra a mulher.

